
Eu vi Friends. Mas vi, antes, MacGyver, Magnum, Voyager, A Gata e o Rato, Caverna do Dragão (ok, era desenho e eu coloquei aqui só para sacanear). Vi Super Vicky, Punky – A Levada da Breca (o que diabos quer dizer “breca”?!), Alf – o Eteimoso, Esquadrão Classe A, Blossom, vi até Capitão Marvel e A Ilha da Fantasia (embora essa última nem seja bem da minha época). Vi Mundo da Lua e Anos Incríveis e, provavelmente, foram duas das coisas mais belas que vi na tevê. Vi Married With Children, Fresh Prince of Bel-Air (me recuso a escrever os títulos em português), Todo Mundo Odeia o Chris, Seinfeld e, mais recentemente, vi Angel, Battlestar Galáctica, Roma, Pushing Dasies, The Big Bang Theory, 24horas, Glee, Heroes (forget it), e Arquivo X. Vi muitas séries. Vi séries que nem listei aqui. O texto já está demasiado longo.
Eu não vi Lost. Não vi uma série de tevê, como vi as outras. Durante seis anos acompanhei uma história cativante, uma trilha sonora mágica do mestre Michael Giacchino, roteiros deliciosa e meticulosamente cíclicos, mas, principalmente, vivi os dramas dos muito bem construídos e interpretados personagens. Chorei com Charlie e sua luta mortal para se libertar (não estou falando das drogas). Torci por Michael e Walt, histórias de pai e filho sempre me comovem. Quis acreditar na Sun ao mesmo tempo em que desconfiava com Jin, tudo porque o amor deles era mais forte que qualquer coisa. Cri na bondade do torturador iraquiano, Sayid disfarçava-a como um bom espião. Confiei na sabedoria do olhar contornado de Richard e, mais tarde, na calmaria do de Jacob. Quis ser amigo-irmão de Desmond e amei odiar o Ben. Sawyer trapaceou e tomou a cena durante algum tempo, e foi muito divertido. Kate foi necessária, até a última cena. Locke era quase que a própria ilha e a ilha foi protagonista e antagonista. Hurley era a minha voz, meu medo e minhas lágrimas lá dentro e como dói saber que semana que vem estarei calado. E Jack. Jack era nosso olho.
Eu chorei. Não sei dizer nesse momento se por conta da história de cada personagem, que formou a série toda, ou se por estar órfão dela. Não importa. Whatever, como diriam dois amigos nossos. Algo que gerou tanta comoção, tanta diversão, tanta entrega, tanta discussão, tantos amigos (se você chegou aqui há uma grande probabilidade de ser um meu), não pode ser catalogado, resolvido, totalmente explicado. Não foi. Nunca será. Os clássicos são assim.
Se você esperava um desfecho arquitetado que amarrasse totalmente a trama, sinto muito. Você viu Lost. E esperou por algo que outras séries tentaram entregar. Algumas até conseguiram. Mas se você esperava realmente só isso, sinto muito. Você não teve a mesma sorte que eu. Se fosse do seu jeito, esse texto acabaria na lista do primeiro parágrafo e nós, no final do último episódio. Talvez eu tenha sido um homem de fé e você, de razão. Para a nossa sorte (sim, espero que no futuro seja a sua também), Lost não era sobre causa e consequência realistas. Era sobre o humano. Eu tive a melhor experiência cultural que poderia compreender e ela se expandiu e foi uma experiência humana. A parte física dela acabou, mas uma que ainda não consigo explicar ficou. Está aqui, comigo, agora. Como os grandes momentos da minha vida que, mesmo passados, me acompanham e me tornam o que sou. Eu não vi Lost.
Vi muitas séries e algumas muito boas. Mas não vi Lost. Eu vivi Lost.
E espero vivê-la novamente em outra vida, brotha!

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Marcelo Salgado não se conteve e roubou a coluna para ele essa semana.





















Chorei em vários momentos, LOST será inesquecível por diversas razões, mas esse papinho de que ficar sem explicar nada é bom, é profundo, tenho dó de quem queria respostas”…enfim, isso aí é balela.
Negar que a busca por respostas tinha um papel central no interesse de TODOS( eu disse TODOS )os fãs, é acreditar em papai noel, é se negar a admitir que uma grande série, com momentos inesquecíveis, teve sim, um final decepcionante. Muito EMOCIONANTE, mas decepcionante, mesmo assim.
Porque não é a “qualidade” das respostas, mas simplesmente QUALQUER resposta. A única explicação foi pro “flashsideways”, ótimo, lindo. Mas a história da ILHA, ficou elas por elas.
Foi um final covarde, porque com medo de dar uma resposta que desagradasse, resolveram simplesmente, não responder nada. Exploraram a ligação dos fãs com os personagens, emocionaram, e só.
O problema é que muita gente acha que pra gostar de LOST, tem que bater palma pra tudo que eles fazem. Aí vem esse papinho de “o importante é a viagem”…Eu curti D+ a viagem, não me arrependo de ver LOST, mas ficaram devendo SIM. Não venham tapar o sol com a peneira.
Fiquei procurando por comentarios de varias outras pessoas pela Internet só para saber como foram as experiencias das outras pessoas com o final de LOST, até agora, este post foi um dos que mais se assemelhou ao que senti.
Não vou dizer que eu nao quis respostas, que eu me irritei com certos (ou ate mesmo, varios) episodios e com a falta de elementos que eu achava essenciais para a serie (exemplos: a funçao de Walt, a morte ‘boba’ de personagens carismaticos, alguns misterios esquecidos ou mal explicados), mas como tudo aquilo que nós gostamos, nos tb nós irritamos, e LOST me fez sentir de tudo.
Nunca vou esquecer minhas experiencias em cenas como as mortes de Charlie e Mr. Eko, episodios como ‘The Constant’ e tantos outros momentos em que pude sentir varias coisas.
Nao vou falar que nesta ultima temporada eu estava convencido, na verdade, desde de o ‘afastamento’ de J. J. Abrams, a serie perdeu pontos comigo, mas o ultimo episodio me fez sentir bem de novo, me fez perceber que nao terei mais LOST nas outras semanas e isso me deixou triste.
Enfim… foi uma serie excepcional, espero viver para encontrar outra serie que me faça viver o que vivi com LOST.
Ah… eu chorei sim! Especialmente quando Vincent apareceu =]
Cara, FODA o texto!
Concordo com cada sílaba!
Me identifiquei muito com a parte de “Anos Incríveis” também!
Foi bem o que você disse, emoção, luz, sentimento de vazio, etc. Tudo isso teve mesmo. Só faltou um final que correspondesse a altura da série. Eu nunca achei Lost a melhor coisa já feita na TV comparando com outras produções, e depois desse final não será mesmo, mas realmente foi um marco televisivo, principalmente por ser de TV aberta americana.
Lost é sem dúvida uma experiencia de vida.
Todos os dias, todas aquelas madrugadas em claro esperando por um episódio. Acompanhar lost é aprender a se emocionar de maneiras novas a cada momento, é repensar a nossa vida através da vida daquelas pessoas tão fantasticamente diferentes que estavam ali naquela ilha. Eu vivi Lost também. Vivi as alegrias, as tristesas, as tensões. Vivi, fora dos episódios, nas milhares de conversas e expeculações, nas teorias, e nas agonizantes esperas entre as temporadas – E como era ruim esse periodo de abstinencia, meu Deus!
Concordo contigo em tudo que disse. Lost não poderia ter um fim daqueles em que todas as perguntas são respondidas, pois não seria Lost, não seria vida. Seria apenas mais uma série entre tantas que começam e terminam, e morrem com o ultimo episódio.
*-* Mas admito. Sentirei muita falta.
See you in another life, brotha.
A unica coisa que eu achei “estranha” foi, que na igreja estavam praticamente todos os personagens importantes da série, incluindo o Boone e a Shanon que sairam bem antes, mas faltou o Michael e o Walter. o.o
tentando justificar uma serie que começou ótima e terminou uma merda.. a verdade é essa.. vai dormir.. c tá com sono …
outra coisa.. todo esse seu comentário se refere a 1ª temporada… o resto foi uma droga…
Sensacional. Belas palavras mestre Marcelo, me deu saudades da série, mesmo tendo acabado anteontem. :)
Nem me fale… :)
@polga Se você acredita nisso, uma pena. Eu me diverti e aprendi com Lost inteira. ;)
Você entendeu tudo, @DeyseSalatiel. \o/
Infelizmente não vou conseguir responder a todos os comentários, como sempre gosto de fazer. Mas fiquei muito feliz coom o feedback de vocês. Lost nos trouxe essa interação e esse é mais um dos muitos pontos fortes da série.
Muito obrigado mesmo! Vocês são f#da!
O final da série foi uma droga completa…
Alguém poderia me explicar o que raios era a Ilha???
Todos as protegiam por nada! Simplismente porque ela não podia afundar? No final o MIB, Lock, Fumacentro, FDP, o irmão do Jacob que não tem nome, sempre teve razão: A ilha não servia para nada.
Ele colocaram uma situação como se o MIB fosse a pior coisa do mundo e no final ele virou um mero humano? Por que cargas dagua o Jack matou ele então? Não era muito mais simples todos sairem daquela maldita ilha felizes da vida? A merda iria afundar no mar, o MIB seria humano e agora na pele de Lock e por pior que ele fosse, só seria mais um ser humano ruim que teriamos no mundo.
Poxa, estou revoltado com esse maltido final! Por Jack virou o Deus protetor da ilha e não sentiu nada de diferente, e o Hurley também? Já o Jacob era tipo o Deus, sabia de tudo sobre todas as pessoas que ele levou para aquela ilha, saia de lá a hora que quisesse sair e tinha todos os poderes de Semi-Deus lá naquela porcaria de ilha e mesmo assim não sabia de merda nehuma sobre o que aquela ilha era ou significava.
E da onde veio as malditas regras que impedia o MIB de matar quem ele quisesse? Só porque o jogo agora era do Jacob? o MIB não poderia fazer o que quisesse e teria de obedecer as regras? Se fosse assim, porque o Jack sendo o novo Jacob não impôs outras regras?
Porque o Jack não virou um Fumacentro igual ao MIB quando tocou na maldita Luz de dentro da caverna?
Realmente essa temporada jogou no lixo todas as outras questões levantadas nas 5 temporadas anteriores. Totalmente sem nexo e nem coerência. Infelizmente os escritores brincaram com a minha cara e a de muitos fãns!
Eu depois de mastigar o final de lost por algum tempo, acho que a intenção sempre foi nos deixar completamente “Perdidos” e foi exatamente isso que eles conseguiram!
Aqueles personagens tão carismaticos que nos apegamos tanto, não estavam apenas perdidos numa ilha e sim perdidos na vida… a ideia de causar emoções e brincar com os sentidos da audiencia foi bem sucedida e provavelmente nunca veremos denovo algo que nos deixe tão completamente “PERDIDOS” quanto LOST!
hellow, tb fiquei irritado com pontas soltas e o fim alegrinho.
senti como se de todas as hipoteses parece q eles escolheram a pior pra terminar…flashside foi irritante por n ter contribuido em nd.
mas pra mim valeu a experiencia da serie, o final eu preferi n esperar milagre dos roteiristas já q é uma franuia forte e sendo a ABC da Disney há sempre a chance de pressão por deixar pano pra manga pra render dinheiro.
mas é oq uma das produtoras da serie disse numa entrevista questionada sobre o fim ela disse:
“vai ser um fim bem LOST…algumas respostas serão dadas outras serão misterio…”
penso usar o argumento paralelo com a vida real mesmo, onde algumas das principais perguntas da existencia nao sao respondidas…”como pq estamos aqui?”
mas gostei qnd disseram no ultimo episódio “ngm pode te dizer pq vc está aqui…” somos nós q temos q nos achar em vida pq respostas não virão…infelizmente, em vida tb se usa o famoso “se vira aí mermão!”
@jowFR Sim, a fala do Shepard Pai nos últimos momentos foi para nós, mais que para o Jack. Bem lembrado!
Ver que você não menciona “Twin Peaks” e “The Shield”, por exemplo, explica alguma coisa sobre as suas preferências artísticas em matéria de séries.
E, Marcelo, sinceramente, essa admiração obsessiva com o JovemNerd está começando a ficar complicada. Não acha que poderia escrever pelo menos um texto e/ou gravar um programa sem fazer referência ao site?
No mais, respeito a sua experiência com LOST, mas eu não aguentei mais do que os 4 primeiros episódios. Me pareceu de uma enrolação sem tamanho e, a julgar pelo que li sobre o restante da série, inclusive o final, eu tinha razão, iria odiar ainda mais todo o resto.
Não esperava respostas para tudo. Pontas eram até toleráveis. Mas eu particularmente achei o final frustrante. O final do final mesmo.
O desenvolver do último capítulo foi excelente. Mas a explicação do que eram os flash sideways, poxa… muito brochante.
@GuillermoMatías realmente não vi Twin Peaks, mas já li muita coisa sobre a série, sei que é um clássico e pretendo corrigir esse erro no meu percurso.
Sobre o JN, devo ao Deive e ao Alexandre o trabalho que desenvolvo. Eles foram os primeiros que me notaram e me deram espaço e me inspiram até hoje. Puxação de saco? Pode ser, agradeço o feedback. Mas isso não vai mudar meu posicionamento sobre eles. E vejo que não sou o único aqui, pois não citei o nome deles e mesmo assim vc entendeu… :P
Finalmente, sobre Lost, paciência. Eu só posso lamentar que você não tenha entrado na viagem. Eu adorei.
Obrigado pela atenção de dedicar algum tempo ao cumentário! :)
Que lindo o seu comentário. Realmente, LOST foi alguma coisa que a gente VIVEU!
Sinceramente não gostei do final de LOST.
Durante todos esses anos nos foram passadas varias “perguntas” que nos levaram a criar teorias, para tudo o que acontecia na ilha. Quem são os outros?, o que são as escotilhas?, o que significam os números?, como um navio foi parar no meio da ilha?, quem ou o que é a fumaça?,quem é o Jacob?, porque Ben não pode matar o Widmore?, etc. Tudo isso nos fez viajar em uma realidade de fantasia e mistérios, que em grande parte não foram desvendados.
O que me fez acreditar na série foram os 6 anos de prazo para amarrar todas as pontas, o que vinham fazendo muito bem até a 4ª temporada, porém a introdução das viagens no tempo e espaço, realidades paralelas e cenas inexplicáveis, como a da ilha no fundo do oceano ou o pai do Jack aparecer para ele fora da ilha e disparar o alarme de fumaça, nos fizeram criar uma série explicações (inclusive espirituais) que nada teve a ver com o desfecho que nos foi apresentado. Isto me trouxe uma enorme frustração e arrependimento, principalmente por passar tanto tempo criando minhas teorias e revendo episódios para encontrar respostas em pequenos detalhes (como o símbolo da Darma no rabo do tubarão no episódio 2 da segunda temporada).
Eu me senti, ao ver o final dessa série, inserido em um “mind game” global, como se estivesse em uma escotilha fazendo relatórios do que via em um monitor e enviando-os por um tubo que acaba no meio de uma colina vazia.
Na épica série de livros de Douglas Adams “O guia do mochileiro das galáxias” é proposta uma resposta que não se sabe a pergunta e LOST é, para mim, exatamente o oposto, mas nos fazendo acreditar que não era essa a proposta.
Felizes aqueles que gostaram e que querem assistir novamente LOST.
Marcelo,
Eu já estava chorando com o final de LOST qdo me encaminharam seu texto, chorei mais ainda, pq muito me identifiquei.
Também assisti tantas séries qto vc e, também senti seus finais mas, LOST tbém foi uma série q vivi. LOST foi uma série q começou num momento de transição da minha vida e termina num momento de mais uma transição, onde eu estou transpondo mais um desafio, uma etapa e seguindo em frente. Parece tolo dizer q uma série de TV te ajuda a encerrar uma fase e se jogar de vez em outra mas, foi assim com Friends e será ainda mais com LOST, por motivos distintos é claro. Em Friends parecia a transição de vez para a vida adulta, ainda q já estivesse na casa dos 30, LOST parece a transição pra uma vida com mais luz, dando importância aos detalhes, momentos, sentimentos, pessoas q te cercam, não as coisas. As coisas são apenas isso: coisas. O q importa são as pessoas q vc escolhe – sim pq somos nós q escolhemos – pra viver o q importa é q conta. Quero fazer minha transição assim como em LOST, me encontrar com as pessoas q escolhi amar, no momento certo e, não deixar nunca essa LUZ apagar! See you in another life, brotha!
lindo texto. acho que o único realmente bom que li desde segunda. conseguiu despertar a empatia de alguém que ficou com os olhos mareados enquanto o episódio passava e não sabe explicar o pq. atualmente estou revendo arquivo x e qdo acabr o último dvd, já sei qual série assistirei denovo.
see u in another life, brotha.
Uma das primeiras teorias levantadas por fãs era de que estavam todos mortos. O final da série, embora seja suficientemente enigmático para permitir mais de uma leitura, apresenta uma única resposta capaz de responder a todas as perguntas: a ilha, os “sobreviventes”, os outros, a luz, o Dharma, o Homem de Preto e Jacob, tudo não passava de criação da mente de Jack Shephard em seus últimos momentos de vida. Esta é a única explicação que realmente amarra todas as pontas. Shephard não foi apenas o personagem principal, o centro de toda a trama. Ele era o demiurgo, o fautor de todo aquele universo, que só existiu em sua mente. Decepcionante? Talvez. Mas vale como reflexão sobre a morte, a finitude da vida.
[...] [...]
@Marcelo:
Não ter conferido algo não é um erro, pois é evidente que a filmografia que podemos consumir está além da nossa expectativa de vida, assim como não é um erro mencionar qualquer influência em qualquer campo em determinadas ocasiões; só considero que enaltecer uma influência 100% do tempo é um tanto quanto exagerado, neste caso, e sugeri tal coisa por achar realmente desnecessário no seu caso; isto é, não seria desmérito não prestar tal tributo sempre que possível. É como se todo autor argentino tivesse a obrigação de citar Borges em todo e qualquer texto, me explico?
Bom, agora que ficou órfão de “Lost” recomendo ir atrás de “Twin Peaks” em DVD, por exemplo. Eu tive ótimas recomendações de “Breaking Bad”, já baixei tudo e conferirei em breve. Vamos ver no que dá.
Grande abraço.
@Guillermo Matías
Compreendi o seu ponto e esse provavelmente foi um dos melhores elogios/feedbacks que já recebi. Muito obrigado, mesmo!
E Twin Peaks aí vou eu!
Marcelo, parabéns pelo texto. Ótimo mesmo.
Me desculpem os outros que devendo várias séries (a exemplo de TWIN PEAKS) mas elas são “apenas boas séries”. LOST foi além, foi uma experiência. Não gostaram do final? Faltou a explicação sobre o tubarão com o logo da DHARMA? Whatever… o que importa é a forma com que nos aproximamos daqueles personagens e dos milhares de amigos que fizemos, nas madrugadas passadas vasculhando blogs e sites sobre o tema.
E quem não chorou no final, não sabe o que perdeu.
abraço!
Nossaaaaa…
Marcelo, fiquei muito emocionada com o seu texto…tudo o q vc escreveu, me tocou, foi exatamente o que senti…
E essa sua frase: “EU NÃO ASSISTI LOST…EU VIVI LOST!!!
Poxa, eu nao vi lost e nao vivi ainda..
Pois pensei ser algo que nao seria a minha praia, pois assisti apenas os 2 primeiros episodios… e nao curti, faltou emocao, eu gosto e me envolvo sempre com os personagens e isso nao rolou!
Meu namorado é viciado em LOST, a cada semana estava ele dizendo q ia baixar pra assistir esses ultimos episodios.
Marcelo, vlw pelo texto, sou obrigada a assistir LOST, pois vendo pelo seu ponto de vista, deu vontade de assistir! Thanks
@Marcelo:
Legal, Marcelo. Tamos aí.
Quanto a “Twin Peaks”, não sei o quanto conhece a filmografia do David Lynch, mas creio que seria mais interessante ver “Veludo Azul”, que é uma fita normal, com sua 1h30, 2 horas, antes de iniciar a série. A abordagem de cidade pequena do interior dos EUA do Lynch começou nessa fita (com o mesmo protagonista, inclusive).
Hum, boa dica! Vou atrás disso essa semana!
@Davi Cruz:
Leia este artigo:
http://www.nytimes.com/1990/07/24/arts/twin-p-s-of-twin-peaks-production-and-promotion.html?scp=74&sq=%22Twin+Peaks%22&st=nyt
e DEPOIS veja a DATA.
Talk about “experience” then.
Pode ser ridículo e bobo,mas só tenho 14 anos.Não me importa o que me disserem,eu sou fã de LOST assim como todos e meu amor é igual(se não for maior).Não sou sentimental,mas chorei.Tanto nessa despedida linda que está aí em cima,quanto em pensar na minha vida sem o que chamo de “UNIVERSO LOST”.Quando assisti pela 1ª vez,o “mundo LOST” começou a existir em mim e sei que ele não acabrá com o fim da série,simplesmente porque a série e uma parte do que LOST representa.Hoje em dia há TUDO sobre LOST em qualquer lugar que pesquisemos: teorias,comentários,blogs,opinioes…Nada nunca me fará esquecer desse mundo que eu tanto amo e quando sentir saudade,sei que o meu “universo LOST” vai estar esperando por mim em qualquer momento.
“Vi muitas séries e algumas muito boas. Mas não vi Lost. Eu vivi Lost.
E espero vivê-la novamente em outra vida.”
Puta merda! Um texto tão bom que emocionou! Realmente, a série acabou fisicamente mas ainda está viva em todos os fans!
Poxa cara, parabéns pelo texto! Eu senti sensações parecidas com as que você descreveu. Os fãs que ficaram chateados por não ter todas as respostas, lembrem-se lost sempre foi assim. e provalvemente em dvd´s especias vão ter essas respostas. Agora o final da serie tinha de ter sido como foi, espetacular um momento de sublime simplicidade e ao mesmo tempo complexidade, parece que foi todos os sentimentos de uma vez só, foi incrivel!
Abraço a todos! e espero um dia sentir por uma serie o mesmo que seinti e vive em LOST.
Eu só vi o ultimo episodio ontem na TV a cabo. Logo que acabou fui me deitar, pois já era quase 1 hora da manhã. Não conseguia dormi tinha algo de errado uma sensação de tristeza um vazio. Então me dei conta que estava sofrendo pelo fim de Lost e vai ser assim por um bom tempo. Como você eu não vi Lost eu também vivi.
david lynch é uma bosta!
Concordo com você Marcelo.
Amei Lost e achei o final espetacular!! Chorei muito no final, cada lembrança me traziam lagrimas, quando terminou, ficou uma sensação de vazio. O meu entendimento, baseado no dialogo do Jack com seu pai, e tambem pelo fato de nós creditos finais, aparecerem imagens da queda do avião sem mostrar nenhum sobrevivente na ilha, é que todos morreram na queda do avião e a ilha foi um cenario criado por todos eles para se ajduarem nessa “passagem”. Há varias elementos na historia que permitem este entendimento, tais como o Jacob (Bem) e o Blacksmoke (Mal), a luz da ilha, e até mesmo o urso polar (que aparece em um Comic Book do Walter), alem é claro do dialogo final de Jack com seu pai. Enfim, adorei tudo de Lost e achei o final perfeito e fez jus a melhor série de todos os tempos.
See u in another life brotha!!
Linda suas falavras, reflete o q eu senti s2
eterno…
Gostei do texto, Marcelo, está de parabéns. Apesar das criticas de muitos, eu não vi nenhuma pergunta IMPORTANTE para o enredo da série que tenha ficado sem resposta (talvez o Walttttttttt!). Acho que tudo que eles viveram na ilha foi real, eles sobriveram SIM a queda do 815 da Oceanic. Eu sempre acreditei que a ilha de Lost fosse Atlântida, ou o reino de Hades (no qual BlackSmoke lembra o Deus da Morte com perfeição, que diga o Sr. Eko), ou o Abzu (para quem conhece a mitologia Suméria sabe do que estou falando). Mas após o final, acho que a ilha representa Daath (pesquisar Cabala), a 11ª Sephirot, que une o mundo dos vivos e dos mortos. Um lugar que não esta ao alcance de todos, que não se localiza em um mapa, onde as pessoas podem encontrar aquilo que falta em suas vidas. E foi isso que aconteceu com os losties, eles estavam sozinhos, em um mundo sem perspectiva para todos, e na ilha conseguiram encontrar redenção, criar uma nova vida (os flash-sideways), mas tudo isso com muita luta, e as vezes com perdas (as mortes de Charlie, Sun, Jin, entre outros). Mas no fim (da 5ª temporada mais precisamente), eles conseguiram esta nova oportunidade (não se esqueça que no inicio da final season Juliet disse que o plano da bomba FUNCIONOU!). Tudo isso porque eles acreditavam que a vida deles era aquela que eles tinham antes de cair na ilha, e que logo perceberam que não era quando os Oceanic Six saíram da ilha. Naquele momento, Jack, mais que todos, percebeu o que era a ilha, percebeu o que Locke ja havia descoberto, o porque daquela ilha ser ESPECIAL. Seja pelas razões da fé (a chance de se redimir de seus erros), seja pela lógica da ciência (ou esqueceram que o plano da bomba foi arquitetado por Eloise e Daniel, ou seja, eles de certa forma criaram os flash-sideways). Sera que apenas uma parte dos fãs entenderam o que é a ilha? Uma ilha com uma densidade rara de eletro-magnetismo e que foi alvo de pesquisas durante um bom tempo (Iniciativa Dharma). Energia que para muitos era o “coração da ilha”, a Luz que precisava ser protegida. Por que proteger a ilha? Por que não proteger um lugar que pode realizar coisas maravilhosas na vida das pessoas, como um paralitico voltar a andar, uma mulher com cancer em fase terminal se curar? Tudo isso foi a Luz, a ilha para as pessoas de fé, ou o eletro-magnetismo para aqueles da ciência. Enfim, me desculpe pelo longo texto Marcelo, pois eu também demorei a dormir após assistir o final de Lost, e na verdade, assim como o Ben no final, eu também não estou pronto para entrar na igreja e concluir minha jornada, ainda tenho coisas a fazer no mundo de Lost, como assistir novamente a série completa, ve-la com outros olhos, porque assim como os losties ganharam na sexta temporada uma nova oportunidade de seguir a vida com os flash-sideways, eu também ganhei a vontade de reviver Lost. Como sempre nos disse nosso amigo Desmond, te vejo em outra vida, brother!
OBS: Desmond SEMPRE nos disse o final de Lost, galera, só não o levamos muito a sério…
Parabéns pelo post, concordo com você em tudo!! Também vivi Lost e confesso que ando um pouco triste essa semana:(
Chorei com seu texto. Acabei de sentir o último episódio.
Chorei mais ainda durante ele. E depois…
Vivi LOST, senti essa mensagem cultural que você citou e, ah, nao sei o que comentar agora. Paz, era isso que cada um deles buscava, e encontraram no final.
Bem, sei lá..
Fala Marcelo!
Só li dois textos, esse seu e o da Vana Medeiros. E não preciso de mais nada, complementaram todas as emoções. Adorei! E parabéns, continue com a coluna semanal. A Internet precisa disso!
E aproveitando aí vai o meu texto! Ah, essa semana vai ter arquivo de SOS Cast pra editar! :p dhhdhd
http://www.soshollywood.com.br/lost-final/
Abraço,
Fabio Barreto
Me emocionei muito com o seu texto, é simplesmente tudo o que estou sentindo após 6 anos de viagem.
Só queria ressaltar, pra um dos comentários, que a ilha EXISTIU SIM, não foi parte do imaginário do Jack. TUDO ali ACONTECEU, o ‘flash limbo’ só começou depois que o Jack morreu, e ele só morreu no momento em que ele fecha os olhos no fim da série.
Muitas pessoas estão se confundindo com isso, achando que não houve ilha e que eles sempre estiveram mortos.
Assistam novamente.
Pra mim a melhor explicação para o final da série, foi esse(olha que li muitos blogs)http://fernandomedeiros.com.br/blog/lost-entenda-como-acabou/
Vale a pena ler!
Li vários comentários a respeito do final da série. Com alguns concordei, com outros nem tanto, mas é muito interessante enriquecer a experiência com a enxurrada de opiniões que estão disponíveis.
Para destacar, achei muito pertinentes as observações do Barretão (o craque aí de cima), da Mafalda, do Davi Garcia e da Vana.
Agora, tenho que confessar que duas me prenderam a atenção mais intensamente, por motivos diferentes.
A análise feita pelo Rafael Savastano foi de um bom gosto incrível, relata bem o que foram esses seis anos e esgota os argumentos daqueles que… como dizer… são os “outros”.
A outra análise está logo acima, do responsável por este site: Marcelo Salgado.
Fecho 100% com você em cada palavra – e sentimento – usada para explicar o que a série representou.
Parabéns pela sensibilidade e competência em exteriorizar tão brilhantemente essa experiência, de uma maneira tão comovente.
Abraço.
Lindo texto!! É isso mesmo.