[CINE CAMÃO] Karatê Kid (The Karate Kid, 2010)

Todo mundo odeia Justin Bieber. Exceto suas milhões de fãs, claro. Seria, então, perigoso do ponto de vista da crítica terminar um filme com uma música do prodígio mirim. Não para Karate Kid (The Karate Kid, 2010), um filme encantador, cheio de qualidades e, principalmente, coerente.

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Todo mundo odeia Justin Bieber. Exceto suas milhões de fãs, claro. Seria, então, perigoso do ponto de vista da crítica terminar um filme com uma música do prodígio mirim. Não para Karate Kid (The Karate Kid, 2010), um filme encantador, cheio de qualidades e, principalmente, coerente.

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Comecemos pelos atores. Jaden Smith parece ter feito um curso de imersão com o pai. Incrível como até suas expressões corporais e faciais são idênticas. Não que isso seja ruim. Será se ao ganhar idade e maturidade ele não adquirir uma desenvoltura própria. Mas para um ator da idade dele, é o que é necessário e suficiente. Ele convence.

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Jackie Chan me surpreendeu. Nunca dei crédito a ele e sempre desprezei seus filmes, embora respeite sua habilidade acrobática e a inovação que ele imprimiu ao cinema de artes marciais, criando uma característica bastante autoral das cenas. Por conta desse meu preconceito e pela memória emocional que tenho de Pat Morita, confesso que me incomodava muito a idéia de ver Jackie Chan como o mentor da jornada. Mea culpa. Jackie Chan me fez chorar. O drama e a seriedade que ele impôs à história – sempre guardando as devidas proporções – elevaram o nível do filme, que deixou de ser só um blockbuster.

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E o que falar das citações? É engraçado notar a globalização ampliando conceitos. A mudança de ambiente que tanto incomodava Daniel-san era somente de New Jersey para a Califórnia. Agora é dos EUA para a China. Dre vira sho-Dre, assim como Larusso vira san. O golpe da garça aparece em uma sombra e é inteligentemente repensado, de acordo com as simbologias chinesas (ok, quem assistiu ao filme matou qual seria o golpe, na cena da torre, mas isso não elimina a boa sacada). Alguns diálogos remeteram diretamente ao filme, sem copiar as cenas: logo no início, sho-Dre diz que para não o chamarem de medroso. Encerar ou pintar a cerca viraram um genial “pega-casaco-pendura-casaco”.

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Pequenos problemas, como o ritmo inicial, que demora a engatar, e a duração, cansativa para crianças menores, não atrapalharam o filme. Nem mesmo a atuação a la mãe do Chris, de Taraji P. Henson, copiando o estereótipo da negra americana, diminuiu a película. Talvez pudesse ser desenvolvida um tanto mais a amizade do amiguinho loiro, que some a certa altura ou ficasse melhor um pouco mais de segurança ao mestre Han (Sr Miyagi jamais baixava a cabeça). Nada mais.

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Em resumo vi um grande remake, coerente com os novos padrões da nossa sociedade, 26 anos depois. Vi um garoto de 12 anos se apaixonar, beijar e lutar, hoje não é mais tão cedo. Vi muito respeito à cultura chinesa, embora um ou outro americanismo ficasse evidente.  Vi uma boa jornada sendo contada novamente e me emocionei com a superação do herói e do mentor. Vi um filme em extrema sintonia com o público, assim como o Karate Kid de 1984. E o Justin Bieber? Tocou somente nos créditos finais e estava numa roupagem interessante, melhorada por Jay-Z, completamente pertinente num filme cujo protagonista tem doze anos. Eu só não entendi a chinesinha dançando Lady Gaga no parque.

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HUMMM, VALE À PENA

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9 Comentários em “[CINE CAMÃO] Karatê Kid (The Karate Kid, 2010)”

  1. Macgaren says:

    Acho que como todo mundo eu também estava com um pé atrás quanto a esse filme mas também me surpreendi e gostei muito do que vi belo filme..acho que em alguns pontos até melhor que o original. recomendado mesmo

  2. Mayck Xavier says:

    Também gostei do filme.
    Obs: Não seria Xiao Dre, ao invés de sho-Dre?

  3. Gostei do texto, bastante objetivo e interessante.

    Eu também gostei muito do filme; confesso que, como remake, me surpreendeu. O filme pode ser bastante demorado realmente, mas cativa bastante a cada minuto que se passa, não se tornando cansativo. O filho do Will Smith é bastante carismático e Jackie também atuou muito bem. Quase chorei naquela cena em que os dois estão dentro do carro que o Sr. Han quebrou. As lutas, mesmo não sendo karate e sim kung fu, são sensacionais e bem coreografadas. Achei épica aquele cena dos dois treinando na Muralha da China.

    O filme é emocionante, cativante e divertido. Vale a pena o ingresso. Eu o veria de novo numa próxima oportunidade. =)

  4. Edson Oliveira says:

    Assisti o filme, que, pra mim, não ficou devendo nada ao original. Quanto ao Jackie Chan, ele sempre lamentou o fato de só ser chamado pra fazer filmes de luta. Numa entrevista, certa vez, ele disse que gostaria de ser respeitado como ator dramático. Acho que ele aproveitou bem a chance que lhe deram, ainda que pequena. Nota dez.

  5. Rapha says:

    Não vi o filme ainda, porém a única coisa que esqueceu de dizer é que no verdadeiro KARATE Kid Daniel San luta KARATE e não Kung Fu…. Afffff

  6. ANA CAROLINE DOS ANJOS says:

    OI EU NAO ASSISTIR O FILME MAS NO CASO NAO É TODO MUNDO QUE ODEIA O

  7. ANA CAROLINE DOS ANJOS says:

    EU NAO ASISTIR O FILME AINDA MAS ACHO QUE É LEGAL NO CASO DE SABER QUE O JUSTIN BIEBER FEZ UMA MUSICA PR O FILME EU CONHESSO VARIA PESSOAS QUE GOSTA DELE ENTAO NAO GOSTO QUE FIQUE CRITICANDO ELE …

  8. Achei Karatê Kid uma das boas surpresas do ano. Não esperava nada e gostei bastante.

    Mas é engraçado notar que o filme não teve no meu filho o mesmo impacto que a primeira versão teve em mim, quando eu tinha a idade dele.

  9. Rafaela says:

    Ainda não tinha visto esse filme, mas pela a sua critica fiquei morrendo de vontade de ver. Vou ate dar uma olhada na programação HBO e ver quando eles vão passar esse filme.

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