
Já faz algum tempo conheci o site Jovem Nerd. Gostei da proposta, adorei o conteúdo e resolvi escrever um texto para uma das seções. Assim mesmo, inadvertidamente, de graça, sem conhecer os caras, nem ter sido convidado. O texto era o Casting Nerd – Celebridades Mutantes.
Era uma brincadeira com as celebridades e seus “superpoderes”. Eles curtiram, publicaram e, desde então, peguei gosto pela coisa. Em conjunto com eles escrevi os castings Elit Squad (e se Tropa de Elite fosse refilmado em Hollywood?), Crônicas de Arthur (como seria a adaptação da trilogia de Bernard Cornwell para os cinemas?), Nerdcast: O Filme (como seria o filme do Nerdcast), God of War (quem seriam os atores da adaptação cinematográfica do game mais modafoca dos últimos tempos?), Blogueiros: A Série (quem viveria nossos blogueiros preferidos numa sitcom divertida?), Jonny Quest (a adaptação live action do saudoso desenho de Bandit) e Porky’s Remake (uma refilmagem da clássica comédia dos anos oitenta).

É claro que não ganhei nenhum dinheiro com isso. Ganhei links para o meu antigo blog e um link permanente para o Cumê. Ganhei reconhecimento também. Ganhei um espaço num site de imenso trágego, o que é alguma coisa. Mas, sinceramente, o que me seduz mesmo é o fato de eu pertencer a um grupo, de ser aceito por ele. E nisso, amigo, eu sou igualzinho a você.
Todo mundo tem uma inabalável necessidade de pertencer a um grupo, de ter uma identidade. Você torce para o Corínthians? Para o São Paulo? Para o Flamengo? Então você pertence ao grupo de torcedores desses clubes. Ah, você não torce para ninguém? Odeia futebol? Então você pertence ao grupo dos que não ligam para futebol e aposto que você adora dizer isso.
Você tem um partido político? Um hobby? Uma religião? Um artista, um programa de tevê, um estilo musical preferido? É batata: você sempre procurará uma identidade, inexoravelmente.
E não há nenhum mal nisso. Pelo contrário. Tive um professor na licenciatura, tão maluco quanto genial, chamado Elie Ghanem, que sempre dizia: “pertencer a uma panelinha é bom!”. Diferente do que se poderia pensar, isso não é um fato limitador. “Mas é importante pertencer a várias”. Ou seja, tenha e mantenha uma identidade, mas nunca feche a porta para novas possibilidades.

Eu sigo isso como um lema. Nesse momento, estou me dedicando a ser um blogueiro decente, para que você adicione o Cumê no seu “favoritos” aí. Isso leva tempo e demanda esforço, mas é a minha identidade hoje. Quero estar também nessa panelinha chamada Blogosfera. Se todo homem deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, eu quero participar de um Nerdcast, tomar café na padoca com o Fabio Yabu e jogar Wii com a Meriga e o Baunilho. Desejem-me sorte.
É isso. Bjus, me add!
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a seleção deveria ser a mesma coisa. Mas como estamos à mercê de Ricardo Corleoni, vale o que ele quer. E, nós sabemos, o que ele quer é um boneco, um joguete, que possa ser manipulado de acordo com os milionários interesses dele. Dunga serve muito bem ao propósito. Assim como Zagallo serviu. Assim como Parreira serviu. Felipão foi uma exceção, apagou um fogo, era a voz do povo e teve de ser o técnico. Mas não ficou, justamente por não estar em sintonia com este conto da carochinha tupiniquim.









Começam oficialmente nesta sexta-feira, 8.8.2008, os Jogos Olímpicos de Pequim, ou Beijing,
Não porque seja a China um país oriental e, por isso, muito mais próximo dos muçulmanos radicais (de fato, o próprio islamismo também está presente no caldeirão cultural e religioso dos chineses). Bin Laden jogou aviões bem no meio da América livre, definitivamente não há distâncias para o terror. Tenho medo mais pelo que representa a China no cenário local e pela forma como seu governo e, conseqüentemente, seu povo agem. 

Este não é um texto preconceituoso. Mas tudo isso pode ser verdade. Quem não se lembra do protesto do estudante na Praça da Paz Celestial. Veja, por exemplo, a cruel intransigencia chinesa para com o Tibet.
Observe o caso dos jornalistas japoneses que foram detidos, agredidos e humilhados apenas por estarem cobrindo o recente ataque terrorista a policiais em Xinjiang. O Japão protestou, mas o governo continua exigindo um censor em cada redação e escolta policial para quem quer fazer reportagens nas praças de Pequim. É por isso que neste mês você deverá se acostumar com frases do tipo “os oficiais locais disseram que…”, “conforme afirmou a Administração de Segurança Pública…”, pois o governo será a única fonte de informação e os repórteres e veículos de imprensa não poderão ir alem disso. No caso do ataque terrorista que deixou dezesseis poiciais mortos e dezesseis feridos no domingo, 3.8.2008, as autoridades atribuíram a autoria ao grupo muçulmano separatista de Xinjiang, que há muito critica o governo chinês. Os muçulmanos negam.







Se há uma coisa que 24 horas não faz é defender a era Bush. Qualquer telespectador que se proponha a acompanhar a série percebe que, ao contrário, há severas críticas à política do governo Bush. Querem exemplos? A ver: de que partido é o presidente mais boa gente da história dos EUA, mister David Palmer? Do partido Democrata, meu amigo. Bush é republicano. Os democratas estão para os republicanos assim como os tucanos estão para os petistas, só que com muito, mas muito mais poder e charme.
A favor da teoria de que o seriado é um decalque do modus operandi do governo está o fato de que muitas das situações de risco são resolvidas na base da tortura. De fato, até o próprio presidente David Palmer mandou torturar um integrante do alto escalão federal. Mas quem disse que Bush manda torturar pessoas? Está certo que ele não é lá um anjo de pessoa, mas os casos de tortura que ficaram famosos em seu governo não foram totalmente responsabilidade sua, mas de militares perturbados que, aliás, não são exclusividade americana. E quem não vibrou com nosso heróis nacional, o mothafoca tupiniquim, Capitão Nascimento, fazendo a mesma coisa para o bem comum? Nem Bauer, nem o Capitão ficavam felizes ao recorrer à tortura e suas histórias incluem o drama pessoal de cada um ao enfrentar sua consciência por ter cometido atos inumanos. Serve ou não serve para gerar um debate entre amigos e para aprendermos mais sobre a natureza humana?





















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