Hoje no Humor na Mão três vídeos de humor garimpados do YouTube. O nome do cara é Fabio Porchat. Ele é carioca e está fazendo muito sucesso com o grupo que apresenta o espetáculo Comédia em Pé. Mas ele tem um “plus a mais” que os demais comediantes de stand up: explosão cênica. Não sei se na literatura teatral há algum termo específico que defina o que eu chamo de “explosão cênica”. O cara é simplesmente verborrágico. Ele pode fazer uma esquete de 10 minutos, num ritmo acelerado, sem parar. E muito bem. Sorte dele que Jô Soares estivesse de bom humor no dia em que ele, no meio da platéia do Programa do Jô, pediu um espaço. Acabou abrindo portas e se firmando no cenário da nova comédia brasileira. Fiquem então com três vídeos muito bons desse que ainda não é um mito, mas que já figura aqui, no Humor na Mão:
Quem viu, viu. Quem não viu… A fantástica dupla Be & Thoven, que aprontou altas confusões na década passada, não existe mais. Não há muita informação sobre os dois comediantes-músicos, mas se sabe que Fernando Siqueira, o Thoven, violonista, mantém o trabalho artístico com sua banda, em Campinas-SP.
Be & Thoven era o nome da dupla que fazia comédia através de paródias de canções populares e eruditas, mas sobretudo com composições próprias baseadas em letras de humor ácido e escrachado sobre o cotidiano ou as atualidades. Além das letras geniais, o apuramento musical era cuidadoso e totalmente excelente.
Vamos relembrar, então, no Mitos da Comédia, essa dupla genial que se apresentava no final dos anos 90 e que conhecemos através do Jô Soares Onze e Meia. Vejam abaixo, alguns vídeos garimpados do You Tube. Ignore a qualidade da gravação e aproveite!
QUEM MATOU PC FARIAS?
TROMPETYAKULT
LA CANTATTA DEL TELEFONO CELLULARE (1998)
EX-MULHER E SERTANOJO (1998)
EU ACREDITO EM DUENDE E HINO AOS ENTREGADORES DE PIZZA
O programa do Jô está complentando 20 anos e o Mitos da Comédia não poderia ficar de fora da festa. Mitos da comédia: Jô Soares!
Nascido José Eugênio Soares, em 1938, no Rio de Janeiro, Jô Soares transformou-se numa das pessoas mais influentes dos últimos trinta anos no Brasil. Dono de uma biografia invejável, Jô foi durante muito tempo a referência humorística e intelectual do país. Hoje, dada a multiplicidade de referências e informações, não detém mais esse monopólio, mas ainda é capaz de fazer rir.
Jô veio de uma família abastada, aparentada do jornalista Assis Chateaubrian, e estudou em colégios importantes no Rio de Janeiro e na Suíça. Sua formação visava a diplomacia, mas acabou dando uma guinada para o lado artístico, o que fez muito bem.
Não vou alongar aqui uma biografia que já é conhecida pelo Brasil todo. Basta lembrar que seu primeiro programa solo (apesar das participações de vários humoristas) foi o Viva o Gordo, em 1981, na Globo, mas ele já havia participados de vários, desde a década de 60, como a Família Trapo (1967), Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Satiricom (1973), Planeta dos Homens (1976), Chico Anysio Show (já mais à frente, em 1982). O programa foi reeditado em 1988, já no SBT, como Veja o Gordo.
Depois disso, Jô enveredou pelos caminhos do Talk Shows. Chupando com maestria a estrutura do David Letterman Show, da NBC, Jô e seu amigo de longa data, Max Nunes, criaram o Jô Soares Onze e Meia (que quase nunca começava realmente nesse horário). O programa foi formador de opnião durante muito tempo. Foram cerca de 7000 entrevistas, de 1988 a 1999, quando o gordo voltou para a Globo.
Sem dúvida, apesar da estrutura e da verba muito menores, a fase “Onze e Meia” é considerada a melhor. As entrevistas eram mais autênticas, o humor de Jô ainda era novidade e havia mais liberdade nos assuntos tratados e na escolha dos convidados.Foram tantas entrevistas e tantos momentos hilários que não caberiam em mil posts. Na minha memória estão gravadas as participações de Inri Cristo, O Jaspion do Circo, Van Damme, Quico/Carlos Villagrán e Nelson Machado, seu dublador no Brasil, Legião Urbana, etc. Alguns mais que não eram famosos, como o Tangos e Tragédias (os honrados cidadãos da Esbórnia que cantava A Verdadeira Maionese), Be & Thoven (um deles não tinha uma mão e ficava com a manga no bolso), Rogério Skylab (matador de passarinho) e Pedro Haidar, humorista que fez fama no final dos anos 80 e durante os anos 90, com seus textos enviados em forma de fax para o Jô. Paremos por aqui para que o texto não se transforme numa biografia não autorizada de 300 páginas. Vejam vocês mesmos alguns dos trechos de entrevistas do Jô Soares Onze e Meia e dos programas anteriores:
Lembra da entrevista do Quico/Carlos Villagrán (e da rápida participação de Nelson Machado, seu dublador?!
O que dizer então dos ótimos cidadãos esbornienses do Tangos e Tragédias?!
E dos fax enviados por Pedro Haidar, que anda meio sumido?!
E, finalmente, Capitão Gay e Carlos Sueli, no Viva o Gordo:
É por essas e outras que Jô Soares, apesar de não conseguir mais o mesmo resultado atualmente, continua figurando aqui, no Mitos da Comédia, do Cumêcamão!
O auditório sabe como é que se como gato com batata?!
Isso mesmo, Cumês, hoje no Mitos da Comédia o ícone do humor dos anos 80, o mestre das piadas: Ary Toledo.
Se você viveu nos gloriosos anos perdidos vai se lembrar de como era enlouquecedor não saber o final da charada cômica que inicia este post. Era sempre assim. Silvio Santos chamava Ary Toledo, ele contava algumas piadas curtas e outras cujo mote era dado pelo “patrão” (conta uma de papagaio…), ameaçava que iria responder a famosa pergunta ou que iria contar a piada do elefantinho, mas o Silvio nunca deixava.
Ary nasceu em 1937 e tem formação teatral, no teatro de arena. É evidente como essa bagagem dramática permite que ele tenha o domínio completo da platéia, que acaba reconhecendo nele traços de inocência que tornam as piadas ainda melhores.
Posso estar enganado, mas a forma como Ary Toledo conta as piadas me parece pioneira. Ele começa com uma piada mais longa e, no meio da história, insere várias piadas mais curtas relacionadas ao assunto, num ritmo frenético que desopila o fígado.
Além disso, o desprendimento que ele tem em relação aos palavrões ficou marcado. Hoje já não seria tão inovador, mas na época da ditadura, e mesmo na reabertura, ser classificado como impróprio para menores e ser taxado de “boca suja” era, no mínimo, subversivo. Eu me lembro de querer loucamente ouvir a fita cassete que a prima campinense de minha mãe trouxe certa vez, mas, para minha frustração, não fui atendido L
É por essas e outras que Ary Toledo, o contador de piadas, o recordista que dizia ter 30.000 piadas na memória, figura aqui, no Mitos da Comédia! Eu não vi, mas minha mulher viu, minhas filhas viram e disseram que é bom, ôee!
Se você é um blogueiro vendido esperto, taí uma boa oportunidade de ganhar alguma coisa. A Cia. Barbixas de Humor, dos geniais Daniel Nascimento, Anderson Bizzocchi e Elidio Sanna, está com um espetáculo semanal entitulado Em Breves, no Teatro Jaraguá, em São Paulo. Todo sábado, pontualmente às 23h58 (mais detalhes no fim deste post).
A questão: quem é que eu tenho que matar para conseguir um ingresso?
A resposta: ninguém, a não ser que seja de rir!
Elidio, Anderson e Daniel, provavelmente em breve.
Participar é fácil: basta você fazer como eu e o Inagaki e postar no seu blog um dos vídeos listados pelos caras, além de divulgar sucinto a promoção. Depois é só avisa-los que você tá facinho seu post já está no ar. Se estiver tudo dentro dos conformes você já ganhou um par de ingressos com dois lugares para você e mais um! Mas, faça como o jamaicano Usain Bolt, corra, pois se você é blogueiro deve estar precisando emagrecer a promoção vai até 01/11/2008, às 18h.
Veja um dos vídeos da lista, A Santa Ceia.
Veja também uma das impagáveis cenas do espetáculo Improvável, em cartaz no Teatro Jardim São Paulo, que ocorre toda última quinta-feira de cada mês. Os Barbixas e o comediante Rafinha Bastos, do CQC, fazem parte do elenco fixo do disputado show (os ingressos de agosto e de setembro já estão esgotados, procure um cambista). Se você já viu Whose Line Is It Anyway?, transmitido pela Sony no Brasil, vai se lembrar da estrutura.
Como vocês podem ver no primeiro vídeo, é uma comédia de certa forma burlesca, bastante inspirada nos ingleses do Monty Phyton, tirando o riso do absurdo, do surreal. Mas também podem transitar na comédia de improviso, como no segundo vídeo. Por isso tudo é que eu quero ir logo ao Em Breves. Queira você também!
Cia. Barbixas de Humor
“Em Breves” Temporada: de 02 de Agosto a 11 de outubro
Data: somente aos sábados Horário: 23h59 Preços: R$ 30,00 (inteira) Classificação etária: 14 anos Local: Teatro Jaraguá
R. Martins Fontes, 71 – Centro tel.: 11.3255.4380
(no interior do Novotel Jaraguá – www.novotel.com.br/jaragua)
Bilheteria: (11) 3255.4380. Aberta de terça a quinta das 14h às 19h, sexta e sábado das 14h às 24h e domingo das 14h às 19h, ou até o início do espetáculo.
Pagamento dinheiro e cartão de débito e cartão de credito Visa e Mastercard.
Central de vendas por telefone: (11) 4003.1212 (aceita cartões Visa e Mastercard), de terça a domingo, das 11h às 19h. www.ingressorapido.com.br
Estacionamento: R$ 10,00, no local, com manobrista!
Atendendo a pedidos, o Cumê traz o segundo Mitos da Comédia. Depois de Marcelo Mansfield, hoje trazemos Juca Chaves, o Menestrel do Brasil!
O Juquinha é compositor, músico e humorista carioca, atualmente radicado na Bahia. Ele começou nos anos 50 e sempre foi um crítico político e social. Chegou a ser exilado em Portugal, onde incomodou até o ditador de lá, Salazar.
Há quem diga que seu estilo de fazer rir já está ultrapassado. De fato, é um humor mais elitista, eu diria, mais cadenciado. É preciso ter uma percepção mais aguçada para saborear. Não é um humor de gargalhadas. É um humor mais agudo, de ironias muito interessantes, de riso de canto da boca. Muito famosas foram as suas modinhas, cantadas como trovas, e suas piadas com judeus – ele mesmo um – e com seu protuberante nariz.
Tive a oportunidade de ir a uma apresentação dele no Teatro Procópio Ferreira, creio eu, em 2002. Ao vivo, como quase tudo, é bem melhor. Mas, no aúdio abaixo, dá para ter uma idéia da sua genialidade e do motivo de Juquinha (nascido Jurandyr Czaczkes, em 22 de outubro de 1938) figurar aqui, no Mitos da Comédia.
Na seção HUMOR NA MÃO vocês terão, quase sempre, doses homeopáticas de riso. De vez em quando, vamos reverenciar os bons comediantes deste país. Hoje, no primeiro MITOS DA COMÉDIA, o genial Marcelo Mansfield.
Mansfield é o nome artístico de Jackson Pacheco. Segundo ele, um nome que não fazia sentido, pois ele não era bom com pandeiros (Jackson) nem dono de imobiliária (Pacheco). Dono de uma longa carreira entre teatro (mais de vinte anos, quatro só no fantástico Terça Insana), televisão (alguém aí lembra da família do Rá-Tim-Bum?), propagandas (centenas delas), etc, Marcelo Mansfield é craque mesmo na comédia direta, no texto criativo e na improvisação. Veja abaixo alguns dos melhores trechos de suas apresentações:
EU FICO PUTO!
Esse virou o jargão do estressado. Para mim, o seu melhor texto/papel.
SEU MERDA
Um esquete aproveitado e, ao mesmo tempo, destruído pelo Zorra Total. É incrível como tinha tanta graça e, depois do Zorra, ficou meio boring.
PAPO FURADO (com Rafinha Bastos)
Uma análise gramática da entrevista do casal Nardoni ao Fantástico. Hilário.
É isso, galera! Nosso salve ao querido Marcelo Mansfield!
Estréia nesta sexta-feira, 18 de julho, o filme mais aguardado do ano: Batman The Dark Knight. Para entrar na onda, confira as mais novas escrotizações do nosso querido Coringa…
A venezuelana que acaba de ser eleita Miss Universo-2008, Dayana Mendoza, usando o batom estilo ¿porqué no te callas?
Os gêmeos alemães recém-nascidos, Ryan e Leo, que pretendem formar a mais nova dupla sertaneja de Berlim, Black & White:
Nosso querido próximo comandante do mundo, Obama Maravilha, depois da coligação com a Hilary “Marta Suplicy” Clinton:
E, para delírio da galera, os nossos mais recentes arqui-inimigos tupiniquins, os bola-da-vez-da-polícia-federal, os Irmãos Metralha Naji, Pitta e Dantas:
Ok, eles mereceram. Mas chega do Coringa escrotizar os outros. Vamos escrotizar o Coringa também! Então, lá vai:
Why So Sirius… Black?
Why So Beetle… Juice?
Why So Serious… Baby?
Ai, ai… Zoar com o falecido é sacanagem…
É por essas e outras que eu acredito é em Harvey Dent.
Afinal de contas, de duas caras a política tá cheia…
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