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A #cpbr4 É APENAS UM DETALHE

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Campus Party. A Meca dos nerds, geeks, e adictos por tecnologia, internet, games e o que mais encalacre o usuário na frente de um computador, certo? Nem tanto. Na verdade, é justamente por não ser essa a definição mais correta que o evento Campus Party, mesmo com os graves problemas de organização, ainda atrai tanta gente. Mas eu falo disso daqui a pouco.

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Nessa quarta-feira ouvi numa grande rádio de São Paulo, no final de tarde, um chiste infeliz feito pela âncora do programa sobre a #cpbr4. Não vou citar a rádio, tampouco a âncora, porque a considero a melhor rádio de São Paulo e o programa, um dos melhores da programação. Acredito realmente que coisas boas são mais fortes do que coisas ruins.

Mas voltando ao assunto, essa âncora noticiava os vários casos de falta de energia e de internet na #cpbr4 e concluiu com o seguinte comentário: “como aquele povo vai fazer para conversar com o cara ao lado sem internet?”.

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Não vou explicar a piada, mas a frase gera uma discussão maior do que a ironia nela contida e maior, claro, do que a âncora da rádio jamais saberá. Por que nerds ainda sofrem preconceito, mesmo estando agora por cima da carne seca? E mais, por que mídias mais tradicionais continuam a propagar idéias antiquadas e tão limitadas?

Pesquisadores do campo de teoria das redes já afirmam que as redes sociais e a tecnologia que permite plataformas cada vez mais amigáveis, eficientes e úteis estão transformando o ser humano. E em vez de encarcerá-lo à frente de um computador, sozinho, estão tornando-o cada vez mais social. Você está ligado a cada vez mais pessoas e não é só um perfil seguindo o outro no Facebook ou no Twitter não, é uma troca real, de experiências, recomendações, informações, promoções, etc. Você faz isso muito mais do que fazia antigamente. Você é hipersocial.

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E essa troca não fica só on line. Vira flashmobs, vira encontros para assistir a um filme no IMAX, vira noivado, vira pizzada com os amigos, enfim, vira Campus Party. Isso é Campus Party. Não é uma concentração de nerds babando em frente aos seus computadores mega pontentes. É o encontro de pessoas. É hipersocial.

E é por isso que mesmo com os reiterados esforços da organização geral do evento no sentido de estragar tudo – embora as curadorias locais, como a do Palco Social Media, tenham mandado bem! –, ainda assim fazemos essa coisa acontecer. E gostamos. Reclamamos, mas gostamos. Mesmo que os funcionários sejam totalmente despreparados, mesmo que a estrutura seja absurdamente incompatível com o volume de pessoas (saídas principais, saídas de emergência, ventiladores, praça de alimentação, entre outras coisas foram propositalmente subestimados), mesmo com todo o desrespeito que 8 horas de fila para credenciamento e reiteradas faltas de internet (é um evento de quê mesmo?!) e de energia (como assim compraram geradores depois da m…), estamos adorando esse negócio que chamamos de #cpbr4, mas que não é só isso. É algo maior, muito mais humano, muito mais social.

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As conexões que fazemos e que reforçamos estão cada vez mais densas e conexões mais densas, já diriam Augusto de Franco e Nicholas Christakis, formam redes mais fortes. É isso que estamos criando. Algo que diverte, dissemina o bem e a cooperação. O resto é apenas um detalhe.

Fotos: Isabela Cabral e Gustavo Guanabara

Social Media Brasil

Mafalda, eu, Jaum e Caio

O que são redes sociais? A resposta errada dirá que Twitter, Facebook e Orkut são redes sociais. Não, não são. As pessoas são as redes sociais. Essa frase já é velha, mas traduz muito bem o que foi o segundo Social Media Brasil, ou #socialmediabr, para os íntimos.

Dito o maior evento para profissionais de social media, o #SMBR reuniu nos dias 24 e 25/06/2010 professores e profissionais de experiência e influência em mídias sociais para discutir essas relações, suas características, oportunidades, etc.

Viabilizar e organizar um evento desse porte não é simples. Essa já é a segunda edição, num espaço tão interessante quanto caro de São Paulo – o Teatro Frei Caneca. Só por isso já vale elogiar a dedicação da galera toda da organização, representada muito bem por Alexandre Formagio e Miguel Dorneles.

Por outro lado, não poderia deixar de citar que algumas questões podem ser melhoradas, como a divisão e a estrutura dos espaços 2 e 3, que em boa parte das suas palestras não ofereceu acústica e conforto para os espectadores. Ou, ainda, a falta de controle em alguns casos de cancelamento ou inversão de painéis. Outro ponto fraco foi o nível de aprofundamento de algumas palestras, como a do Phelipe Cruz, da Capricho, que apenas apresentou as plataformas que sua equipe usa, e a do Julio Vasconcellos, do Facebook, que embora tenha sido muito articulado, didático e carismático, tratou do assunto como para iniciantes. Era um evento para profissionais de Social Media e um Social Media que não sabe diferenciar fanpages de perfis, peça para sair que não é caveira. Read the rest of this entry »

#EVENTOLOST e #DHARMADAY

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E continuamos no clima do fim de Lost! Agora trazendo a cobertura de dois eventos, um no RJ e um em SP.

#EVENTOLOST

Por Isabela Cabral

Foi realizado, pelos blogs Dude, We Are Lost e Lost in Lost, no fim de tarde do último sábado (29/05/2010) no Rio de Janeiro, um evento para os fãs da série: “Fim de Lost e o Nascimento de Um Ícone Pop”. Mais de 250 pessoas lotaram a Livraria da Travessa, no Barra Shopping. Eu, Isabela Cabral, era uma delas!

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Fiz muito bem em chegar cedo. Abordei duas pessoas que me pareceram ser fãs de Lost e começamos uma fila, fiquei no 3º lugar. E a fila só foi crescendo. O auditório da livraria só comportava 80 pessoas sentadas. Montaram ainda na parte de baixo um telão para transmissão ao vivo, com 50 cadeiras na frente. Veja abaixo como a galera fez questão de presenciar o evento, mesmo que em pé. Read the rest of this entry »