
Eu ainda gosto de Heroes. Juro. E acho Heroes uma das melhores séries já produzidas. Calma, antes que os nerds fundamentalistas me atirem pedras, eu explico.
Qual era a primeira premissa – o plot – de Heroes? Pessoas ordinárias descobrindo habilidades extraordinárias, certo?! Estava explicado desde o início. Tinhamos um japonês nerd, um político corrupto, uma líder de torcida, um emo-enfermeiro, um artista plástico viciado, um policial frustrado, uma striper de internet, enfim, pessoas comuns enfrentando seus problemas comuns. Aí você diria: se fosse só isso estaria mais para uma minissérie boring da Globo do que para uma superprodução americana. Concordo. Mas muita gente se decepcionou com Heroes esperando combates mega-boga impressionantes e demonstrações incríveis das “habilidades”. Aí eu digo: se fosse assim seria só um seriado dos X-Men.

A inovação de Heroes, então, foi juntar trivial com fantástico? Também não. Numa busca rápida no Google na memória poderíamos citar várias séries que fizeram isso antes. De Buffy – A Caça Vampiros a Smallville. E eu aposto como você não coloca estas séries na sua lista de preferências. A diferença entre elas e Heroes está justamente na forma como essa relação entre comum e estranho é apresentada. A meu ver, Heroes teve e ainda tem pelo menos dois trunfos:
1. Clima cosmopolita – Por trás de tudo o que está acontecendo com os personagens há sempre um clima moderno e cosmopolita. Seja no Texas, em Tokio ou em Nova York, há uma espécie de “âmbito global” que envolve a série, o que tira aquela aura de limitação que se tem, por exemplo, nas Aventuras do Superboy…

2. Personagens carismáticos – Quem não adora o Hiro Nakamura, interpretado de maneira genuina pelo nipo-americano Masi Oka? Os personagens de Heroes em sua maioria produzem um certo grau de identificação com o público. Até mesmo o Sylar, em outra interessante interpretação, de Zachary Quinto, cria uma aproximação com quem assiste. É claro que há os personagens-mala como o indiano Mohinder (Sendhil Ramamurthy), o moleque Micah (Noah Gray-Cabey) e a chorona Maya (a dominicana Dania Ramírez), mas estes são compensados pelas boas histórias em torno de Claire (Hayden Panettiere) e seu enigmático pai (Jack Coleman), Peter e Nathan Petrelli, etc.

O azar de Heroes foi ter sido produzida em uma época tão bem servida de séries. Quem aí ainda não cata os miolos espalhados pelo teto com as últimas cenas de Lost? Quem aí não espera ávido pela próxima temporada de 24h? Sem falar nas mais novas, como Dexter, Pushing Daisies e a novíssima Fringe, para citar as séries dramáticas que me chamam a atenção. E olha que não mencionei nenhuma sitcom como Two And A Half Man e The Big Bang Theory. Ou seja, estamos MUITO mal acostumados.

Diante disso, e de modismos virais, tendemos a achar que Heroes está naufragando em suas própias águas. Ainda acredito que não. Ainda acredito que Heroes tem mais. Até Lost tropeçou no meio do caminho, para depois retomar as implosões cerebrais. Heroes não está tão bombástica como começou, isso é fato, mas está longe de ser uma série ruim. Pelo contrário. Se Tim Kring e os roteiristas acertarem a mão, Heores terá sido uma das melhores séries jamais produzidas. Eu estou maluco. Tudo bem. Então pelo menos estará longe de ser um Zeroes…







Sua primeira aparição foi em Sésame Street (Vila Sésamo, no Brasil). Caco é o líder boa praça. Está sempre de bom humor e pronto para livrar a todos de alguma encrenca. É, de certa forma, tímido quando se trata de mulheres. Tem uma admiração pela Babá, mas seu par parece ser mesmo a Piggy. É um excelente e fiel amigo, sempre pautando suas ações pela honestidade e pelo bem.
Piggy é uma esnobe porquinha rosa que se acha linda e que não liga a mínima para o declarado amor de Gonzo. Sua fixação é mesmo pelo Caco e pelo estrelato. Seu egoísmo acaba colocando os bebês em situações complicadas, mas no final Piggy acaba sempre se rendendo ao bem.
Gonzo é um bicho azul, de olhos redondos e grandes e uma espécie de nariz em forma de gancho arredondado. Diferente dos demais Muppets, Gonzo não tem uma espécie definida. E ele sofre por isso. Sempre à procura de uma identidade e de ser correspondido em seu amor por Piggy, Gonzo coloca a todos em enormes confusões. Ele é o esquisitão atrapalhado que às vezes é mal compreendido, mas que está somente querendo agradar (numa incrível necessidade de ser aceito).
Fozzie é um ursinho de chapéu-helicóptero e nariz rosa cuja a única pretensão é ser um humorista consagrado. Para isso, vive sempre tentando contar piadas sem graça, como a da galinha que atravessou a rua.
É o cãozinho descolado e hiperativo, que não larga de seu piano. Está sempre pronto para todas as aventuras, ajudando os amigos a superar dificuldades com seu alto astral.
Scooter é o nerd da turma. Pelo menos no desenho, já que na série mais adulta ele era o ajudante faz-tudo de Caco. Cabelo vermelho e óculos compõem seu visual divertido. Seu computador pessoal sempre ajudava a turma em alguma enrascada.
Eram dois coadjuvantes inseparáveis. Bunsen um inventor com roupas de cientista maluco e Beaker um ajudante-cobaia monosilábico que só sabia dizer bee. Apesa disso, as invenções malucas eram muito interessantes e as opniões de Beaker bastante sensatas.
De longe o mais divertido e non sense Muppet. Animal é um bicho esfomeado, feio, desarticulado, mas que não está nem ligando para tudo isso. Seu lema é se divertir sem preocupações e comer tudo o que vier. Eita desprendimento social…
A política é uma caixinha de surpresas, já diria Aristóteles (ou não!). Mas também é cheia de coincidências e scripts que se repetem. No último domingo tivemos uma demonstração dessa previsibilidade imprevisível.
polêmico – lembra do “vagabundoo!” que ele gritou para uma manifestante? – e com um passado político desinteressante – de alianças com a dupla Maluf/Pitta e, mais no passado, com a ditadura. Esse prefeito superou a ex-prefeita, ligada ao superpopular Lula, e também o ex-governador, que já foi candidato até a presidente. Por outro lado, esse script estava mais ou menos escrito. Alkmin forçou sua candidatura. O partido, PSDB, tinha uma forte tendência, encabeçada pelo governador José Serra, de apoiar Kassab, do DEM. Kassab havia sido o vice em sua chapa para a prefeitura, que Serra largou no meio, enganando todo mundo, para disputar o governo do estado.




Nascido José Eugênio Soares, em 1938, no Rio de Janeiro, Jô Soares transformou-se numa das pessoas mais influentes dos últimos trinta anos no Brasil. Dono de uma biografia invejável, Jô foi durante muito tempo a referência humorística e intelectual do país. Hoje, dada a multiplicidade de referências e informações, não detém mais esse monopólio, mas ainda é capaz de fazer rir.
Não vou alongar aqui uma biografia que já é conhecida pelo Brasil todo. Basta lembrar que seu primeiro programa solo (apesar das participações de vários humoristas) foi o Viva o Gordo, em 1981, na Globo, mas ele já havia participados de vários, desde a década de 60, como a Família Trapo (1967), Faça Humor, Não Faça Guerra (1970), Satiricom (1973), Planeta dos Homens (1976), Chico Anysio Show (já mais à frente, em 1982). O programa foi reeditado em 1988, já no SBT, como Veja o Gordo.
Depois disso, Jô enveredou pelos caminhos do Talk Shows. Chupando com maestria a estrutura do David Letterman Show, da NBC, Jô e seu amigo de longa data, Max Nunes, criaram o Jô Soares Onze e Meia (que quase nunca começava realmente nesse horário). O programa foi formador de opnião durante muito tempo. Foram cerca de 7000 entrevistas, de 1988 a 1999, quando o gordo voltou para a Globo.
Isso mesmo, você leu bem. A política está para mim assim como George Lucas está para os nerds. É uma relação estranha, de amor e ódio. Comecemos do princípio e no princípio eram as trevas. À exceção de algumas tardias pílulas de consciência cidadã vindas dos professores de história, não tive uma educação política decente na escola. A primeira vez que me vi envolvido com isso foi no impeachment de Collor, em 1992. O tema da época era a ética.
Cheguei a criar, no auge dos meus doze anos, um jogo de tabuleiro, que fiz com cartolina e canetinhas coloridas, onde o jogador poderia seguir por dois caminhos, o da ética e o da corrupção. O caminho da ética era longo e tortuoso, mas limpo. Dependendo dos dados, o jogador chegaria ao final com certa demora. O da corrupção era uma linha reta, curtíssima, mas cheio de obstáculos, incluindo polícia e cadeia. O jogador chegaria mais rápido ao final, mas correria um grande risco e dependeria da sorte.
Antes disso, me lembro de passear de carro com minha tia no dia da eleição de Collor, antes de sabermos o resultado. Para todo mundo que passava faziamos um “L” com o dedão e o indicador, mostrando que eramos Lula-lá. Eu achava tudo uma farra, não entendia o que aquilo queria dizer. Mas Lula, o barbudo, perdeu de Collor, o caçador de marajás, muito devido a um famoso debate na Globo, editado com
a intenção de favorecer o alagoano. Uma análise mais criteriosa facilmente faria perceber que Lula não tinha capacidade intelectual de “ganhar” um debate com o Fernandinho, e isso não é preconceito não. É questão de formação mesmo, vários interlocutores já fizeram pegadinhas intelectuais com Lula e ele – um excelente orador, líder em essencia – sempre caiu. Enfim, não era preciso editar o debate. Mas editaram.
Depois – e por causa disso – passei a uma fase petista-adolescente que inocentemente durou até a fase adulta. Cheguei a me filiar ao partido, com carteirinha e tudo. Trabalhei na primeira eleição de Lula. Foi quando me distanciei. Não, eu não havia adquirido consciência, nem descoberto qualquer falcatrua (muito embora a forma de pagamento dos ajudantes não fosse acima de qualquer suspeita). Mas meio que me desencantei com a coisa. Depois vieram as coligações perigosas, as mudanças de pensamento que fizeram as antigas lutas parecerem incoerentes, e, finalmente, o escândalo do mensalão, em 2005. Alí caía por terra aquela antiga crença, muito apregoada por um professor meu no Cursinho da Poli, de que petismo era sinônimo de honestidade.
Na verdade, nunca foi. A bandeira do partido era essa, a criação dele foi baseada nessa luta de liberdade e ética, por sindicalistas e intelectuais. Mas a natureza humana é facilmente corrompida e não é uma estrela e uma sigla que vão transformar isso. A ética está em cada um, não numa bandeira vermelha. Nenhum partido está a salvo de oportunistas. Há sempre um Anakin caindo nas graças do lado negro da força.
rtante para você, para a cidade, para a sociedade. Você pode odiar George Lucas por muitas coisas, mas não pode negar sua influencia no cinema de entreteninemento. Domingo tem



















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