Archive for September, 2008

AUDIOCONTO #7 – Juca Kfouri

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Hoje, no Audioconto, não tem conto, tem crônica! Três curtas crônicas que integram a ótima coletânea Meninos Eu Vi… de Juca Kfouri.

Um dos cronistas mais inteligentes e éticos do país, Juca nasceu em 50 e desde a engajada passagem pelas Ciências Sociais, na FFLCH – USP, quando foi trabalhar na Editora Abril, Juca teve sua vida entrelaçada com o futebol e a crônica esportiva. Atualmente tem um dos blogs mais acessados do país, o Blog do Juca, além de um programa na rádio CBN, o CBN Esporte Clube.

No Meninos Eu Vi… Juca junta várias memórias futebolísticas e causos muito interessantes, quase todos vividos por ele mesmo. Vale à pena!

Confira, então, o Audioconto #7, no Cumêcamão!


PLAYLIST #7 – ROCK 80


Atendendo a pedidos, o Playlist do Cumê de hoje traz o bom rock dos anos 80! Vocês vão ouvir três canções que ajudaram a eternizar três bandas internacionais da pesada.

Para começar, One do Metallica. Gravada em 1988 para o álbum …And Justice for All, One chegou a ganhar um Grammy e é considerada uma das cinco melhores canções da banda de metal californiana.

Logo em seguida, sem intervalos :P, Rock You Like a Hurricane, do Scorpions. Gravada em 1984 para o disco Love at First Sting, tornou-se uma das músicas de maior sucesso da banda alemã. Como Another Brick in the Wall, do Pink Floyd, Hurricane é um daqueles clássicos que provam que não é necessário um riff complexo para agradar.

E, por último, Welcome to the Jungle, do Guns N’ Roses. É verdade que o Guns fez muita besteira, mas Welcome to the Jungle é uma música moderna até hoje. Foi composta por Axl Rose e pelo Slash – mais Guns impossível! – e gravada em 1987 para o disco Appetite for Destruction, o primeiro da banda americana. 

E, como bônus, uma canção da boa fase dos irlandeses do U2, lá na década “perdida”. Quem for fã que descubra e mande no comentário o nome da canção, do álbum e a data de lançamento. Desafio para vocês, cumês! Quem acertar primeiro, ganha um agradecimento especial no próximo programa! Incrível não?! :#

 

Até mais!

QUAL O MELHOR HUMORÍSTICO EM EXIBIÇÃO?


Votações encerradas, cumê! Veja agora o resultado da nossa enquete do bom humor!

 

1º LUGAR: CQC – CUSTE O QUE CUSTAR! – 73,33%

Parece que eles chegaram mesmo para ficar. Os humoristas da nova safra, muitos advindos da noite, do stand up, conseguiram adaptar o programa de sucesso internacional. Foram além, conseguiram colocar um ritmo interessante e afastaram as comparações com o Pânico na Tv (que, aliás, jã chegou a copiar uma ou outra coisinha do CQC…). Parabéns Marcelo Tas, Rafinha Bastos, Marco Luque e equipe genial!

 

2º LUGAR: PÂNICO NA TV – 20%

Emilio Surita, Bola, Sabrina Sato e cia ainda estão em alta. Deixaram para trás “monstros sagrados” como os Cacetas. É verdade que a fórmula já se esgotou e é preciso inovar, mas a contribuição deles ao novo humor jamais será esquecida. Ou não!

 

3º LUGAR: SHOW DO TOM – 6,67%

Surpreendendo a todos, Tom Cavalcanti arrancou um inesperado terceiro lugar, ficando à frente dos dois humorísticos da Globo, Zorra e Caceta. Eu ainda acho o Show do Tom o piorzinho, mas a voz do povo é a voz do Cumê, então aí está!

 

4º E 5º LUGARES: ZORRA TOTAL E CASSETA & PLANETA – 0%

Com zero votos, isso mesmo, zero votos, os lanterninhas da nossa enquete: Zorra Total e seus esquetes decorados e Casseta & Planeta e suas piadas manjadas. Estava na cara que a posição seria mais ou menos essa, mas ZERO VOTOS?! Aí já é humilhação demais… Bom, fica a dica para a Toda Poderosa, esses programas andam todos mais ou menos e o Zeca Pimenteira que não venha dizer aos CQC’s que sempre quis ter um programa assim…

 

Obrigado pela participação! Até a próxima enquete do Cumê!


QUARTA CRÔNICA – ESTE QUE ESTÁ AQUI ATRÁS


Como é difícil escrever um texto de humor. Você queima alguns milhões de neurônios – que não voltam mais, aceite! – tentando encontrar a piada genial, mas ela quase nunca vem.

Para escrever este-que-está-aqui pensei primeiro em fazer graça com o trânsito de São Paulo. Nós, paulistanos, passamos mais tempo em engarrafamentos do que vivendo. Isso, às vezes, pode ser o álibe perfeito, claro. “Você demorou hoje, amor”, “A marginal, querida, estava pe-la-da”, “Estava o quê?!”, “Parada, meu bem, pa-ra-da”.

Como o trânsito de São Paulo já perdeu a graça faz tempo, decidi procurar o riso na política. Alguém aí já viu o filho do Enéas? Cara, que o falecido não me escute, mas aquilo é o cúmulo da escrotidão. Ele tenta, mas não consegue nem falar grosso. É cômico. E a Dra Havanir? Outro absurdo. Mas pelo menos fala mais grosso que o Enéas Filho. E que eu e você também. Aliás, uma coisa que me intriga é o fato de ela ser doutora. Será que ela é médica? Já pensou, ela encosta o que você acredita ser o estetoscópio nas suas costas e grita: “diga cinquenta e seis!”. Que coisa. E o Dinei, ex-jogador do Corínthians? Ele quer fazer carreira na política também?! Sem falar no Serginho Mallandro, candidato a vereador. Imagina ele abrindo uma sessão da Câmara com um “rá, salci-fufú!”. Seria cômico, se não fosse trágico.

Parti, então, para as semi-celebridades. Elas sempre dão boas piadas. Ou simplismente sempre dão. A Preta Gil, por exemplo, vive dando motivo. A última foi a comparação que ela fez em seu blog entre seu corpo e o da Mulher Melancia. Postou até uma foto para provar que as duas são iguaizinhas. A piada, claro, está implícita. Se a matéria é minha ponho logo na manchete: “Preta Gil admite: tem o formato da melancia”.  

E a menina-prodígio, Maisa, do SBT, que já havia chamado seu patrão, ninguém menos que Silvio Santos, de “idoso”, agora deu para bater todo sábado a veterana Xuxa no Ibope. A garota está com tudo. Se continuar assim, logo, logo vai virar a poderosa do SBT. Nem o Chaves vai poder com ela.

Fala sério, depois dessa sequência de piadas sem graça, só me resta dizer que foi sem querer querendo. Isso, isso, isso…

METAMORFOSE – DE VERÍSSIMO

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Audioconto no ar! Hoje, com um conto bem humorado de Luís Fernando Veríssimo: Metamorfose. Sim, o título é o mesmo da obra maior de Franz Kafka e não é por acaso. O jogo que Veríssimo propõe é justamente uma inversão de papéis entre autor e personagem, mas com o objetivo de falar, com uma ironia aguda, da absurda realidade brasileira. Quem é mais kafkiano? O próprio Kafka ou o Brasil? Descubra – ou não! – no Auidoconto número 6.

 

Escute, elogie, critique, enfim, comente e me faça feliz!