Archive for September, 2008

AUDIOCONTO #10 – DEUS, DE ALPHONSE ALLAIS

---


 

Hoje no Audioconto você vai ouvir um pequeno conto de humor sarcástico e corajoso, escrito no final do século XIX pelo francês Alphonse Allais. Com vocês: Deus.

 

Músicas incidentais: Umbigo, Falange Canibal, Lenine e O Céu é Muito, Labiata, Lenine.

 

Comentários, sugestões, pedradas e flores são muito bem vindos. Comente ou mande um e-mail para cumecamao@gmail.com.

 
icon for podpress  Audioconto #10 - Deus, de Alphonse Allais [4:30m]: Play Now | Play in Popup | Download (20)


PLAYLIST #10 – SÉRIES ANTIGAS


Playlist do Cumê no ar!

O que o escritor americano Mark Twain tem a ver com MagGyver? É óbvio: Rush! Não entendeu nada? No Playlist de hoje vocês vão ouvir três canções e meia de aberturas das séries que nos levaram para o lado nerd da força! Começamos com Love and Marriage, do Sinatra, canção de abertura de Married… with Children. Em seguida, Joe Cocker canta With a Little Help For My Friends, dos Beatles, canção que eternizou a abertura de Anos Incríveis. Por último, ou quase, Tom Sawyer, a canção do Rush que leva o nome do personagem de Mark Twain (que também foi referência ao Sawyer, de Lost), que abria MacGyver: Profissão Perigo no Brasil (no resto do mundo não). Tá explicado?!

É isso! Bom programa e… pera lá! E o resultado do desafio do Playlist #9?! Ok, and the winner is… Gustavo Gutierrez! Aê, Gustavo, o Ananias foi mais rápido, mas não foi completo. Você conseguiu! Terá direito a um dia para postar um conteúdo à sua escolha (e à minha aprovação :P). Mande-me um e-mail para cumecamao@gmail.com com a sua idéia, ok?!

Então agora sim, bom programa e até!

 
icon for podpress  Playlist #10 - Séries Antigas [15:43m]: Play Now | Play in Popup | Download (15)

ELEIÇÃO NERD – RESULTADO: O PREFEITO SÉRIO DAS SÉRIES


E de acordo com o nosso instituto DataNerd o eleito numa hipotética disputa entre os políticos das séries seria:

 

1º – JOSIAH “JED” BARTLET, de The West Wing – 71,43%

Com incríveis 71,43% dos votos o poderoso Jed vence a disputa. Juro que pensei que seria mais concorrido, afinal tinhamos David Palmer, o democrata negro que abriu caminhos reais e William Adama, o oficial capaz de levar colônias à sobrevivência. Mas Jed é de todos os que concorreram, o político mais real. É verdade que ele é o presidente que todo mundo queria: inteligente, íntegro, firme, mas não sem certo senso de humor. Martin Sheen conseguiu um ótimo resultado interpretativo e mostrou que uma série baseada na Casa Branca não pereceria no inferno dos pilotos sem sucesso.

Curiosidade: Emilio Estévez (o Alex, de Freejack, aquele filme com o Mick Jagger, lembra?!) viveu o jovem Jed no episódio 88. Ele é filho do Martin Sheen e irmão de Charlie “Two and a Half Man” Sheen.

 

 

 

2º – DAVID PALMER, 24h, e WILLIAM ADAMA, Galactica – 14,29%

Achei mesmo que David e Adama iriam disputar a ponta, mas ficaram em segundo lugar. Palmer foi prejudicado pela tensão de seus dias e pela sua morte prematura. Adama por ser extremamente fictício e claramente menos carismático que Jed e David. Mas os dois poderiam ser pelo menos senadores, é ou não é?!

 

LANTERNINHAS – NATHAN PETRELLI, Heroes, e WAYNE PALMER, 24h – 0%

Estava na cara que os dois não tinham chance contra os monstros sagrados citados acima. Nathan fica muito em dúvida sobre o que fazer, chega a corromper e ser corrompido, renega seu dom e, só muito tarde resolve fazer alguma coisa. Já Wayne sofreu com a lacuna de seu irmão. Como acha-lo interessante depois de ver David?! Por essas e outras, os dois figuram na lanterninha da pesquisa com NENHUM voto. É, perderiam mesmo até para o Maluf (censura pré-eleitoral)

 

É isso, galera! Fique ligado, pois mais enquetes como essa virão por aí! Volte sempre ao Cumêcamão! 


AUDIOCONTO #9 – MULLÁ NASRUDIN


Hoje no Audioconto vocês vão ouvir três historietas de humor! Mas, pera-lá, é um humor diferente, inocente, cultural. Mullá Nasrudin nos ensina um pouco sobre as características humanas. Não está entendendo nada? Então vamos do começo!

Mullá (mestre) Nasrudin – ou no original Khawajah Nasr Al-Din – teria sido um pensador na Turquia do século XIV. Teria sido, pois se atribue a ele várias parábolas em que o personagem é o próprio autor, sobre o homem e a sociedade. Não se sabe ao certo se ele existiu ou não, mas o fato é que essas histórias, provavelmente advindas da tradição oral, foram registradas por escrito nessa época e se integraram a uma tradição que já vinha da Pérsia, o Sufismo, espécie de seita como o zen-budismo, que prega a busca pela sabedoria.

No Audioconto de hoje você ouvirá Como Nasrudin Criou a Verdade, O Relógio e O Sermão de Nasrudin. Aproveite o programa, comente e ouça belas canções crivadas por interessantes derbaks! A Turquia é aqui, no Cumê!

 
icon for podpress  Audioconto #9 - Mullá Nasrudin: Play Now | Play in Popup | Download (16)


PLAYLIST #9 – CANÇÕES EM SÉRIES


Playlist #9 no ar, Cumês!

Hoje o tema são as séries americanas que adoramos! Ouça o programa e descubra quais são as canções e em que série tocaram. Quem postar primeiro e de forma mais completa nos comentários ganha um dia de espaço no Cumê para escrever o que quiser (ou não!). Está relativamente fácil, então atenção para os detalhes, pois vai ganhar o mais completo!

 

Um programa extraordinário para vocês!

 
icon for podpress  Playlist #9 - Canções em Séries [19:07m]: Play Now | Play in Popup | Download (12)

 

Namastê!


ELEIÇÃO NERD – POLÍTICOS SERIAIS


Em época de eleições estamos com tudo no Vai lá e Vota! Hoje, vocês deverão decidir qual dos políticos das séries abaixo mereceriam o seu voto na vida real. Leve em consideração honestidade, caráter, apoio político, capacidade para resolver problemas mega-boga mundiais e, principalmente, as primeiras-damas! Vamos lá:  

DAVID PALMER – 24h

Genialmente interpretado por Dennis Haysbert, o presidente David Palmer é super honesto, é sério, toma deciões como ninguém e não aceita dinheiro sujo em sua campanha. Aliás, justamente por isso sofreu um atentado na quinta temporada e – spoiler! – morreu! Foi o primeiro presidente negro dos EUA e, devido ao seu bom caráter, ninguém me tira da cabeça que muito americano votará em Barak Obama acreditando que ele será como David Palmer. O único problema de David é, veja você, a primeira-dama: Sherry Palmer. Intrometida, sedenta de poder e manipuladora, Sherry arruma altas confusões com uma essa galerinha da pesada (leia-se se envolve em maracutaias das bravas). Não à toa, David se divorciou – aleluia! – dela.  

JOSIAH “JED” BARTLET – THE WEST WING

O premiado ator Martin Sheen construiu um personagem poderoso, não só no sentido institucional. Jed é o presidente dos EUA, o homem mais poderoso do planeta, que tem sentimentos muito humanos e, ao mesmo tempo, deve ser frio para enfrentar situações complicadas nos bastidores do poder. Jed é carismático deveras, tem uma primeira-dama coadjuvante, Abigail Bartlet, já que o foco da série era a Casa Branca. Detalhe: na série, Jed Bartlet NUNCA, JAMÉ, perdeu uma eleição. Mesmo quando veio à público a informação de sua esclerose múltipla, levou o mandato com mão de ferro até o fim. Esse é o cara, pena que a série acabou em 2006.  

NATHAN PETRELLI – HEROES

Adrian Pasdar interpreta o político ambicioso que ignora a família, trai a mulher, aceita dinheiro da máfia e esconde saber voar. Bom, pelo menos assim começa a série. Na verdade, Adrian se mostra muito mais humano no decorrer da primeira e segunda temporadas. Sua preocupação com o irmão, o emocinho Peter Petrelli, o leva a desistir de tudo e chegar à fossa total no início da segunda temporada. Mas logo ele volta à ativa com o objetivo de ajudar os heróis a salvar o mundo. Sua esposa, Heidi Petrelli, estava em uma cadeira de rodas devido a um misterioso acidente de carro e, apesar de relegada a um segundo plano no início, toma espaço na série e no coração de Nathan.  

WAYNE PALMER – 24h

D. B. Woodside não tem cara nem voz de presidente dos EUA. Mas se torna o nome dos Democratas após a morte do irmão, David. Ele era seu acessor de confiança e se torna “o cara” na sexta temporada de 24h. Sua capacidade de tomar decisões importantes rapidamente deixam um pouco a desejar em relação ao seu falecido irmão, mas ele mostra que tem uma habilidade melhor: blefar. É assim que ele adquire o respeito até do vice-presidente Noah, um projeto de mau caráter que – spoiler! – se emenda no final. Não ficamos sabendo de nenhuma primeira-dama. A familiar mais próxima é sua irmã, Sandra Palmer, defensora dos direitos civis de todos, sem exceção.  

WILLIAM ADAMA – BATTLESTAR GALACTICA

Ok, Adama é, na verdade, um comendante militar e não um político. O correto seria colocar aqui a ex-secretária de educação e nomeada líder da frota Laura Roslin. Mas quem viu a série sabe que acreditamos mesmo é nas decisões do almirante Adama. Um líder experiente, prático e sobretudo humano, que vai aprendendo a lidar com a perda de um dos filhos e com a revolta do outro. Ele odeia cerimônias e acredita que sua tripulação deve funcionar como uma família. Também não temos aqui uma primeira-dama, mas Laura Roslin sempre está em contato e, apesar de um estranhamento inicial, precisa da ajuda de Adama para tomar decisões importante para as colônias (leia-se é ele quem dá as cartas no final).  
EM QUE POLÍTICO DAS SÉRIES VOCÊ VOTARIA NA VIDA REAL?
DAVID PALMER – 24h
JOSIAH “JED” BARTLET – THE WEST WING
NATHAN PATRELLI – HEROES
WAYNE PALMER – 24h
WILLIAM ADAMA – BATTLESTAR GALACTICA

  É isso, pessoal! Votem no político que mais agrada a vocês. E lembrem-se que uma escolha errada pode fazer com que você fique quatro anos andando em círculos, escutando uma abelhinha no ouvido, sapateando de nervosismo e chorando com musiquinha de celular… Pior seria se durante quatro anos você fosse obrigado a assistir comerciais do TSE! Isso sim seria INSUPORTÁVEL…  Ah, e não deixem de comentar! Semana que vem, o resultado!

AUDIOCONTO #8 – FITA VERDE NO CABELO


Para provar que o Cumê também é cultura, toma aí: Audioconto #8 – Fita Verde no Cabelo, de Guimarães Rosa! Isso mesmo! João Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão Veredas (considerado por muitos a maior obra literária brasileira) é um dos mais significantes autores brasileiros. Pode pesquisar, o cara sabia mais de dez línguas e arranhava outras tantas. Conhecia tanto a linguagem e a cultura intrínseca do sertanejo que foi capaz de criar uma nova forma de escrever, quase um novo português, baseado na simplicidade e objetividade linguística do caipira. E, como ir direto ao ponto é com a gente mesmo, você vai ouvir uma estorinha escrita em 1964 para um suplemento literário d’O Estado de São Paulo: Fita Verde no Cabelo. A estória é uma recriação do conto Chapeuzinho Vermelho (registrada pela primeira vez por Charles Perrault, no século XVII), mais abrasileirado, mais interiorano e, ao mesmo tempo, mais universal, porque humano. É isso, aproveite, comente, atire pedras ou confetes. Bom programa!

 
icon for podpress  Audioconto #8 - Fita Verde no Cabelo [5:40m]: Play Now | Play in Popup | Download (24)

PLAYLIST #8 – BROCK, O ROCK NACIONAL DOS ANOS 80


Olá Cumês! Hoje o Playlist traz para vocês três músicas + um plus duplo que fizeram a nossa cabeça nos anos 80. Sim! O bom e velho rock nacional dos anos 80 dá as caras no nosso oitavo programa.

Começamos com a banda ícone dessa reviravolta do rock tupiniquim: Titãs, com a subversiva Bichos Escrotos. Depois, o ritmo cômico do Ultraje a Rigor em Nós Vamos Invadir Sua Praia. Sem perder o fôlego, a finada banda de Nasi e Scandurra, o Ira!, com um clássico dos barezinhos, Envelheço na Cidade. No plus do Cumê, uma regravação ao vivo no reencontro quase completo do Inimigos do Rei: Uma barata chamada Kafka e Adelaide.

Ufa! Ô lôco, meu! Brincadeira! Mais do que nunca, vocês não ouviam tanta coisa boa assim desde o Perdidos na Noite…

Então curta mais esse Playlist:

 

 
icon for podpress  Playlist #8 - Brock, o rock nacional dos anos 80 [18:29m]: Play Now | Play in Popup | Download (13)

 

Até mais!


MITOS DA COMÉDIA – ARY TOLEDO

---


O auditório sabe como é que se como gato com batata?!

Isso mesmo, Cumês, hoje no Mitos da Comédia o ícone do humor dos anos 80, o mestre das piadas: Ary Toledo.

Se você viveu nos gloriosos anos perdidos vai se lembrar de como era enlouquecedor não saber o final da charada cômica que inicia este post. Era sempre assim. Silvio Santos chamava Ary Toledo, ele contava algumas piadas curtas e outras cujo mote era dado pelo “patrão” (conta uma de papagaio…), ameaçava que iria responder a famosa pergunta ou que iria contar a piada do elefantinho, mas o Silvio nunca deixava.

Ary nasceu em 1937 e tem formação teatral, no teatro de arena. É evidente como essa bagagem dramática permite que ele tenha o domínio completo da platéia, que acaba reconhecendo nele traços de inocência que tornam as piadas ainda melhores.

Posso estar enganado, mas a forma como Ary Toledo conta as piadas me parece pioneira. Ele começa com uma piada mais longa e, no meio da história, insere várias piadas mais curtas relacionadas ao assunto, num ritmo frenético que desopila o fígado.

 

Além disso, o desprendimento que ele tem em relação aos palavrões ficou marcado. Hoje já não seria tão inovador, mas na época da ditadura, e mesmo na reabertura, ser classificado como impróprio para menores e ser taxado de “boca suja” era, no mínimo, subversivo. Eu me lembro de querer loucamente ouvir a fita cassete que a prima campinense de minha mãe trouxe certa vez, mas, para minha frustração, não fui atendido L

É por essas e outras que Ary Toledo, o contador de piadas, o recordista que dizia ter 30.000 piadas na memória, figura aqui, no Mitos da Comédia! Eu não vi, mas minha mulher viu, minhas filhas viram e disseram que é bom, ôee!


QUARTA CRÔNICA – COISAS QUE ODEIO #1


Amigo Cumê, começa hoje na seção Quarta Crônica a série Coisas que Odeio. Nesta sequencia de textos vocês vão ficar sabendo, de uma forma bastante leve e bem humorada,  que estilo musical me perturba, que artistas me dão medo, que programas me expulsam da frente da tevê, enfim, que coisas desse mundão me pelam o saco. No primeiro “desabafo”: Ed Motta.

 

EVERYBODY HATES ED MOTTA

Nascido Eduardo Motta, um nome até que legal, sobrinho do lendário e saudoso porra loca Tim Maia, Ed Motta tinha tudo para ser um cara bacana, gente fina (ôps). Mas ele é um ser superior, que vai além do ser humano normal (if you know what i mean). Ele é um honrado representante do que podemos chamar de intelectual. Ele curte vinhos e isso é deveras cult. Ele curte cervejas européias e chás europeus e isso é deveras cult (é ruim prá c@$#%, mas é cult). Ele curte músicas que ninguém curte e isso é deveras cult.

UPDATE: Ele também curte quadrinhos europeus e isso é cult. Mas como bem lebrou o leitor Ricardo Capanelli, tem muita coisa boa nessa área. De Hergé (Tintin) a Neil Gaiman, não dá prá desprezar esses gênios.

Até aí, tudo bem. Como diria Antonio Abujamra, “a vida é sua, entregue-a como quiser”. O problema surge mesmo quando o sujeito começa a se “espalhar” e a querer que as pessoas aceitem o seu life style. Aí, bicho, se não tiver um mínimo de humildade, não dá.

 

Não gosto de futebol, feijoada, cerveja nacional e odeio Copa do Mundo. Se pudesse escolher, moraria em Paris, Nova York ou Londres” (Ed Motta, Revista Isto É, ed 1911)

 

Alôô! Eu também escolheria morar em Nova York se pudesse, mas – pééééh – justificativa errada, amigo. Nova York é a capital do mundo, cheia de possibilidades, toda a cultura pop do mundo num só lugar. A escolha deve ser pelo que oferece de bom a outra cidade, não pelo que se despreza da sua cultura. Sai da bolha, Ed Motta!

É por essas e outras que, mesmo quando quase tem razão, ele a perde. Veja o vídeo.

 

Sacou?! É claro que o crítico deve entender o mínimo para criticar seriamente, ou deve deixar bem claro que seu texto é só uma opnião. Até o Frejat, que já viveu una vida loca, consegue ter uma posição mais equilibrada. E aí vai uma dica, Ed, nunca, ouviu bem?!, NUNCA cite uma frase que você não tenha a certeza de que está correta. Não cai bem para um intelectual. O sujeito teve que te corrigir! Que chato. Os caras vão pensar que você é um pseudo-intelecto-bobo, e nós sabemos que você não é, certo?!

Você é apenas mais uma destas COISAS QUE ODEIO

 

OS.: E olha que eu nem falei do seu todo perfeito estilo musical boring