
Fiquei sabendo anteontem que Renato Gaúcho não é mais o técnico do Fluminense. Bom. Sorte do Tricolor das Laranjeiras. Há quem diga que ele foi um bom técnico. Tá, pode-se dizer que ele teve uma boa carreira, if you know what i mean. Ganhou a Copa do Brasil e levou o Flu às finais da Libertadores. Mas quem entende um pouquinho que seja de Bernardinho Style liderança sabe que um fanfarrão metido a malandro não consegue comandar vinte e tantos marmanjos. Pelo menos não por muito tempo e não pelo respeito. Às vezes por pouco tempo e à base imposição ou de um toma-lá-dá-cá comportamental.
Veja o Renato na época de pegador jogador…
Como é que o sujeito quer ser respeitado se nunca respeitou?! Vai querer que jogador não tome umas cervas se empanturrando de picanha e não saia por aí pegando qualquer ramera?! A filosofia do Gaúcho é tipo faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Mas, enfim, esta é uma crônica sobre o técnico do Fluminense e Renato não o é mais. O mais novo técnico do Fluminense, ora vejam vocês, é o Cuca. Isso, esse mesmo. O Cuca que veio do Botafogo, passou umas férias em Santos e voltou para o Rio. Vamos à carreira dele: nascido Alex Stival, o paranaense Cuca teve uma boa carreira como jogador. Jogou no Grêmio e no Internacional/RS, no Santos e no Palmeiras, e chegou a atuar na Europa, no modesto Real Valladolid, da Espanha.

Como treinador acumulou passagens pelo Avaí/SC e Remo/PA, mas estourou mesmo com bons trabalhos no Paraná Clube e no Goiás, time que “livrou” do rebaixamento em 2003. Chegou a ser considerado um dos geniais técnicos da “nova safra”, mas acabou tendo passagens contestadas por São Paulo, Grêmio, Flamengo, São Caetano e Coritiba. Pegou o judiado Botafogo e até que deu uma arrumada. Mas não ganhou nada e terminou sendo chamado de “técnico do quase” por ter sido duas vezes vice-campeão do “disputaaaaado” Campeonato Carioca, perdendo para o Flamengo do Tucano. Chegou a pedir demissão em 2007, mas foi re-contratado nove dias depois (vai entender cabeça de dirigente do Fogão…).

À frente do Santos desde junho de 2008, substituindo o técnico Jumento Leão, perdeu a maioria dos jogos e deixou o time na zona de rebaixamento, não sem antes pedir demissão e ser re-contratado novamente, apenas algumas horas depois (!). Já era o seu segundo time no mesmo Campeonato Brasileiro. O Fluminense será o seu terceiro!

Agora vamos às idiossincrasias (úia!) da cartolagem brasileira: como é que um time que tinha um técnico que se achava a estrela e perdeu o comando do Dodô do time, quer resolver o problema colocando uma mãe para treinar os jogadores. Sim, porque o Cuca não é a Cuca, if you know what i mean.

Ele está mais para Gepetto, aquele velho frouxo que não põe limite no filho mentiroso. Com sua doutrina de resolver tudo na base da conversa, os tricolores vão ter muito que prosear sobre a segunda divisão. Pode copy/past aí o que eu estou dizendo. Ou não, né?! Afinal, já dizia Mauro Beting, o futebol é uma caixinha de surpresas.
Então é esperar prá ver. Esse campeonato está tão mais ou menos que a diversão mesmo estará na ponta de baixo da tabela. Faça suas apostas, amigo. Que clube grande (ou quais) cairá (ou cairão) para a segunda divisão este ano? Eu já chutei dois nessa crônica de quarta.
PS.: Sabem quem está cotado para assumir o Santos? Renato “o cara” Gaúcho. Só falta ele prometer que tira o Santos dessa! Primeiro lugar, sem desepero, torcedor santista…





Em Por las ruas, pela calles (álbum Logo, 2007), o carioca 
Em Soledad (álbum 12 Segundos de Oscuridad, 2006), o vencedor do Oscar de melhor canção, Jorge Drexler (ganhou com Al otro lado del río, canção do filme Diários de Motocicleta), canta com Maria Rita, a brasileira de voz doce que não gosta de ser chamada de filha da 
Em Miedo (Acústico MTV Lenine, 2006), Julieta Venegas, uma cantora mexicana (na verdade, nascida na Califórnia, mas filha de mexicanos e criada no México) faz uma participação especial no Acústico MTV do genial pernambucano Lenine.
E, como bônus, uma canção de André Abujamra, O Infinito de Pé, em homenagem às Olimpíadas chinesas. Os chineses crêem na boa sorte trazida pelo número oito. Por conta disso, os Jogos começam oficialmente neste 8.8.2008. E, como diz o André, o infinito de pé é o número oito. Sacou?!

Começam oficialmente nesta sexta-feira, 8.8.2008, os Jogos Olímpicos de Pequim, ou Beijing,
Não porque seja a China um país oriental e, por isso, muito mais próximo dos muçulmanos radicais (de fato, o próprio islamismo também está presente no caldeirão cultural e religioso dos chineses). Bin Laden jogou aviões bem no meio da América livre, definitivamente não há distâncias para o terror. Tenho medo mais pelo que representa a China no cenário local e pela forma como seu governo e, conseqüentemente, seu povo agem. 

Este não é um texto preconceituoso. Mas tudo isso pode ser verdade. Quem não se lembra do protesto do estudante na Praça da Paz Celestial. Veja, por exemplo, a cruel intransigencia chinesa para com o Tibet.
Observe o caso dos jornalistas japoneses que foram detidos, agredidos e humilhados apenas por estarem cobrindo o recente ataque terrorista a policiais em Xinjiang. O Japão protestou, mas o governo continua exigindo um censor em cada redação e escolta policial para quem quer fazer reportagens nas praças de Pequim. É por isso que neste mês você deverá se acostumar com frases do tipo “os oficiais locais disseram que…”, “conforme afirmou a Administração de Segurança Pública…”, pois o governo será a única fonte de informação e os repórteres e veículos de imprensa não poderão ir alem disso. No caso do ataque terrorista que deixou dezesseis poiciais mortos e dezesseis feridos no domingo, 3.8.2008, as autoridades atribuíram a autoria ao grupo muçulmano separatista de Xinjiang, que há muito critica o governo chinês. Os muçulmanos negam.
No nosso segundo programa vocês ouvirão uma rápida e bem-humorada crônica de Luís Fernando Veríssimo: A Verdade, do livro As Mentiras Que Os Homens Contam.




















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