No programa de hoje três canções masculinas, desplugadas e nacionais aqui no Cumê!
Vocês vão ouvir Hereditário, música dos Titãs num dos primeiros acústicos tupiniquins. Em seguida, Décadence Avec Élégance, canção repaginada para o Acústico MTV do Lobão. Por último, o cantautor titular do Cumê, Lenine, com a poderosa Dois Olhos Negros, no Acústico MTV, com participação de Igor Cavalera em uma das bateras.
É isso, curta o som, peça a sua para os próximos programas e bom fim de semana!
Mais um dia de votação no Cumê, minha gente! Qual o melhor programa humorístico da tevê brasileira em exibição atualmente? Barbada? Polêmica? Vejam os candidatos, em ordem alfabética, que é para não influenciar na escolha de vocês, e votem:
CASSETA & PLANETA, URGENTE! – GLOBO
O humorístico mais antigo dos cinco listados aqui. Hubert, Helio de la Peña, Reinaldo, Beto Silva, Claudio Manoel, Marcelo Madureira, Bussunda (falecido na Alemanha, 2006) e Maria Paula são seus integrantes. Advindos do humor irônico do fim da ditadura militar no Brasil, eles foram a fusão de dois grupos cuja temática convergia: o Casseta Popular, que começou como fanzine de humor na UFRJ, com Beto, Helio, Madureira, Bussunda e Claudio Manoel, se uniu ao Planeta Diário, de Reinaldo e Hubert, que eram ex-redatores do Pasquim. Depois de passar pela criação e redação do Tv Pirata e do curto Dóris para Maiores, a trupe ganha seu próprio programa mensal: surge o Casseta & Planeta, urgente!, em 1992. O programa é inovador e mistura um pouco do non sense do Monty Python com o show e o humor fácil do Saturday Night Live. O sucesso é grande e, em 1998, a Globo decide passar o programa à freqüência semanal. Vários filmes, discos, livros, entre outros produtos completaram a produção dos Cassetas.
CQC – CUSTE O QUE CUSTAR – BAND
Estreiou ainda este ano e já arrebatou muitos fãs. Programa originalmente argentino (Caiga Quién Caiga, ou “Caia quem Caia”), já roda o mundo em várias versões. No Brasil, o programa é apresentado pelo experiente jornalista Marcelo Tas, mas quem dá o tom mesmo são os humoristas. Quase todos são comediantes stand up, uma nova geração capaz de um humor rápido, sarcástico e de muito improviso. Estão lá Rafinha Bastos e Marco Luque (que compõem a mesa com Tas), Danilo Gentili, Rafael Cortez, Felipe Andreoli, Oscar Filho e Warley Santana (o oitavo integrante). Outro ponto forte do programa é a edição, que consegue traduzir genialmente momentos e cenas com elementos de animação e distorção da tela, além das passagens muito interessantes entre um bloco e outro.
PÂNICO NA TV – REDE TV
O programa televisivo estreiou em 2003, mas sua formação é mais antiga e radiofônica, há mais de dez anos, na Rádio Jovem Pan, onde permanece até hoje (começou, veja você, com Emilio Surita, Marcelo Batista e, pasmem, Maestro Billy!). Na tevê, o programa é comandado pelo praticamente bicentenário Emilio Surita e pelo Bola (Marcos Chiesa), e protagonizado por Ceará (Wellington Muniz), Repórter Vesgo (Rodrigo Scarpa), Carioca (Márvio Lucio), Evandro Santo (que interpreta o Christian Pior) e Daniel Zukerman (que interpreta o Xupla). Atualmente também integram o grupo César Polvilho (Eduardo Sterblicht) e Fabio Rabin (o Silveira). Um humor sarcástico, por vezes apelativo, que baseou seu sucesso na destemida tarefa de ridicularizar celebridades. Tem como característica recorrente experiências tão nojentas quanto radicais, normalmente protagonizadas pela ex-BBB Sabrina Sato, ou pelas garotas seminuas que dançam sem música parar.
SHOW DO TOM – RECORD
Tom Cavalcanti surgiu para o Brasil como João Canabrava, na Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio. O sucesso do personagem o levou para o consagrado humorístico teatral Sai de Baixo. Em 2004, Tom foi contratado pela Record, na sua eterna luta por derrubar a Globo. O Show do Tom é um programa baseado muito fortemente na figura de Tom Cavalcanti, apesar de contar com humoristas como Shaolin, Tiririca, etc. Por esse motivo, seus quadros dependem muito da improvisação do criador do “Porteiro Ribamar”. Quadros como “O Infeliz” (paródia de “O Aprendiz” de Roberto Justus) e “Bofe de Elite” (sátira do filme e do life style Tropa de Elite) são os mais lembrados.
ZORRA TOTAL – GLOBO
No ar desde 1999 e dirigido por Maurício Sherman, o Zorra é o humorístico cuja estrutura está há mais tempo em uso. Na verdade, o Zorra começou às quintas e com uma proposta muito boa: a de juntar esquetes diferentes e humoristas consagrados. Aos poucos, a estrutura foi se alterando até o formato de esquetes ensaiadas, com pouquíssimo espaço para improvisações e com freqüentes lançamentos de novos comediantes. Apesar de ser muito criticado pela repetição dos quadros e dos jargões dos personagens, o Zorra se mantém líder de audiência no horário. Pronto, uma breve explanação sobre os concorrentes. Agora é a sua vez! Vote no MELHOR HUMORÍSTICO EM EXIBIÇÃO NO BRASIL! E aproveite para deixar seu comentário e discutir o que esperamos do humor brasileiro!
Já faz algum tempo conheci o site Jovem Nerd. Gostei da proposta, adorei o conteúdo e resolvi escrever um texto para uma das seções. Assim mesmo, inadvertidamente, de graça, sem conhecer os caras, nem ter sido convidado. O texto era o Casting Nerd – Celebridades Mutantes.
Era uma brincadeira com as celebridades e seus “superpoderes”. Eles curtiram, publicaram e, desde então, peguei gosto pela coisa. Em conjunto com eles escrevi os castings Elit Squad (e se Tropa de Elite fosse refilmado em Hollywood?), Crônicas de Arthur (como seria a adaptação da trilogia de Bernard Cornwell para os cinemas?), Nerdcast: O Filme (como seria o filme do Nerdcast), God of War (quem seriam os atores da adaptação cinematográfica do game mais modafoca dos últimos tempos?), Blogueiros: A Série (quem viveria nossos blogueiros preferidos numa sitcom divertida?), Jonny Quest (a adaptação live action do saudoso desenho de Bandit) e Porky’s Remake (uma refilmagem da clássica comédia dos anos oitenta).
É claro que não ganhei nenhum dinheiro com isso. Ganhei links para o meu antigo blog e um link permanente para o Cumê. Ganhei reconhecimento também. Ganhei um espaço num site de imenso trágego, o que éalguma coisa. Mas, sinceramente, o que me seduz mesmo é o fato de eu pertencer a um grupo, de ser aceito por ele. E nisso, amigo, eu sou igualzinho a você.
Todo mundo tem uma inabalável necessidade de pertencer a um grupo, de ter uma identidade. Você torce para o Corínthians? Para o São Paulo? Para o Flamengo? Então você pertence ao grupo de torcedores desses clubes. Ah, você não torce para ninguém? Odeia futebol? Então você pertence ao grupo dos que não ligam para futebol e aposto que você adora dizer isso.
Você tem um partido político? Um hobby? Uma religião? Um artista, um programa de tevê, um estilo musical preferido? É batata: você sempre procurará uma identidade, inexoravelmente.
E não há nenhum mal nisso. Pelo contrário. Tive um professor na licenciatura, tão maluco quanto genial, chamado Elie Ghanem, que sempre dizia: “pertencer a uma panelinha é bom!”. Diferente do que se poderia pensar, isso não é um fato limitador. “Mas é importante pertencer a várias”. Ou seja, tenha e mantenha uma identidade, mas nunca feche a porta para novas possibilidades.
Eu sigo isso como um lema. Nesse momento, estou me dedicando a ser um blogueiro decente, para que você adicione o Cumê no seu “favoritos” aí. Isso leva tempo e demanda esforço, mas é a minha identidade hoje. Quero estar também nessa panelinha chamada Blogosfera. Se todo homem deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro, eu quero participar de um Nerdcast, tomar café na padoca com o Fabio Yabu e jogar Wii com a Meriga e o Baunilho. Desejem-me sorte.
Segunda-feira, dia de Audioconto no Cumê! No nosso quinto programa, um conto tão real quanto fantástico de García Marquez, o colombiano ganhador do Prêmio Nobel e autor de Cem Anos de Solidão. A Luz é Como a Água é um conto presente no livro Doze Contos Peregrinos. O realismo fantástico está fortemente presente quando o narrador fala de Madri e das relações de troca entre pai, mãe e filhos, pintando tudo com a cor mágica do absurdo.
Escute, desconsidere a produção com sérias restrições orçamentárias, e comente. Seu comentário poderá ser lido no Audioconto da semana que vem!
Semana passada você curtiu, no Playlist #4, canções acústicas de mulheres aqui no Cumê. Hoje é o dia deles. Os homens acústicos, os DESPLUGADOS!
Vamos começar com três artistas e bandas internacionais.
No programa de hoje você vai ouvir Eric Clapton, no seu Acústico MTV, de 1992, com Layla e Walkin’ Blues.
Também vai poder apreciar Alive e Jeremy, duas clássicas canções do Pearl Jam, gravadas num mini-acústico, também em 1992.
E, fechando com chave de ouro (se fosse nacional, seria de bronze…), Nirvana, no Acústico MTV de 1993, meses antes do suicídio do genialmente perturbado Kurt Cobain. Deles você vai ouvir Polly e All Apologies.
Se você é um blogueiro vendido esperto, taí uma boa oportunidade de ganhar alguma coisa. A Cia. Barbixas de Humor, dos geniais Daniel Nascimento, Anderson Bizzocchi e Elidio Sanna, está com um espetáculo semanal entitulado Em Breves, no Teatro Jaraguá, em São Paulo. Todo sábado, pontualmente às 23h58 (mais detalhes no fim deste post).
A questão: quem é que eu tenho que matar para conseguir um ingresso?
A resposta: ninguém, a não ser que seja de rir!
Elidio, Anderson e Daniel, provavelmente em breve.
Participar é fácil: basta você fazer como eu e o Inagaki e postar no seu blog um dos vídeos listados pelos caras, além de divulgar sucinto a promoção. Depois é só avisa-los que você tá facinho seu post já está no ar. Se estiver tudo dentro dos conformes você já ganhou um par de ingressos com dois lugares para você e mais um! Mas, faça como o jamaicano Usain Bolt, corra, pois se você é blogueiro deve estar precisando emagrecer a promoção vai até 01/11/2008, às 18h.
Veja um dos vídeos da lista, A Santa Ceia.
Veja também uma das impagáveis cenas do espetáculo Improvável, em cartaz no Teatro Jardim São Paulo, que ocorre toda última quinta-feira de cada mês. Os Barbixas e o comediante Rafinha Bastos, do CQC, fazem parte do elenco fixo do disputado show (os ingressos de agosto e de setembro já estão esgotados, procure um cambista). Se você já viu Whose Line Is It Anyway?, transmitido pela Sony no Brasil, vai se lembrar da estrutura.
Como vocês podem ver no primeiro vídeo, é uma comédia de certa forma burlesca, bastante inspirada nos ingleses do Monty Phyton, tirando o riso do absurdo, do surreal. Mas também podem transitar na comédia de improviso, como no segundo vídeo. Por isso tudo é que eu quero ir logo ao Em Breves. Queira você também!
Cia. Barbixas de Humor
“Em Breves” Temporada: de 02 de Agosto a 11 de outubro
Data: somente aos sábados Horário: 23h59 Preços: R$ 30,00 (inteira) Classificação etária: 14 anos Local: Teatro Jaraguá
R. Martins Fontes, 71 – Centro tel.: 11.3255.4380
(no interior do Novotel Jaraguá – www.novotel.com.br/jaragua)
Bilheteria: (11) 3255.4380. Aberta de terça a quinta das 14h às 19h, sexta e sábado das 14h às 24h e domingo das 14h às 19h, ou até o início do espetáculo.
Pagamento dinheiro e cartão de débito e cartão de credito Visa e Mastercard.
Central de vendas por telefone: (11) 4003.1212 (aceita cartões Visa e Mastercard), de terça a domingo, das 11h às 19h. www.ingressorapido.com.br
Estacionamento: R$ 10,00, no local, com manobrista!
Nesta terça-feira, 19 de agosto, o Brasil perdeu da Argentina na semi-final do torneio olímpico de futebol masculino. Normal, não?! São duas seleções importantes no cenário mundial e uma vitória cá ou lá seria perfeitamente crível. Afinal, clássico é clássico e vice-versa (!). Perder de três a zero também é normal. Conseguimos um placar igual ou parecido nos últimos jogos contra os hermanos. Então, amigo, qual o motivo da revolta que tomou conta de boa parte do país nesta terça? Eu respondo: o Brasil torto.
Alguém mais reparou na forma como nosso técnico-anão usa o crachá olímpico?! Torto. Ele enfia o braço esquerdo no cordão onde deveria entrar somente o pescoço e o crachá acaba ficando sob a axila. Isso não me surpreende, até porque desde o início Dunga se mostrou um fanfarrão. Era camisa-pijama para cá, gola rolé para lá, e competência que é bom, nada. Mas esse é o retrato da seleção brasileira hoje. É um time deslocado. Torto como o crachá do Dunga.
A começar pelo técnico. Como diria Flávio Prado, seleção brasileira não é jardim de infância para técnicos. Você já viu alguém passar de operário a gerente de alguma empresa, do dia para a noite? Por mais qualidade que tenha, não tem experiência no cargo, não ocupa. Com a seleção deveria ser a mesma coisa. Mas como estamos à mercê de Ricardo Corleoni, vale o que ele quer. E, nós sabemos, o que ele quer é um boneco, um joguete, que possa ser manipulado de acordo com os milionários interesses dele. Dunga serve muito bem ao propósito. Assim como Zagallo serviu. Assim como Parreira serviu. Felipão foi uma exceção, apagou um fogo, era a voz do povo e teve de ser o técnico. Mas não ficou, justamente por não estar em sintonia com este conto da carochinha tupiniquim.
Depois veio a convocação de Ronaldinho Gorducho. Há quatro meses parado. Dunga até tentou ser coerente, não iria convocar. Mas aí veio a ordem do poderoso chefão, por meio da imprensa, e pronto: Ronaldinho convocado. Dunga aceitou, Ronaldinho veio, não jogou nada. Parecia o tiozão do churrasco, parado em campo. Seleção brasileira é para os fortes. Não para um solteiros versus casados de quinta-feira.
Aí vieram os primeiros jogos, que ganhamos. Jogamos praticamente contra o vento. Foram jogos fracos, onde tivemos de contar com a qualidade individual dos jogadores, aliás, como de costume. Foi pegar uma seleção de verdade e a verdade apareceu. Dunga montou um time medroso, com três volantes e marcação individual no Messi e no Riquelme. UM atacante, Rafael Sobis. UM armador, Diego. E um poste, a estrela do patrocinador, chamado Gaúcho. Queria fazer gol de que jeito?! Agora, me diz: isso lá é seleção brasileira?! Medo da Argentina?! Pelo amor dos meus filhinhos… Seleção de verdade impõe seu talento, joga para cima. O que vimos foi a Argentina comandar o jogo e a derrota era uma questão de tempo.
Maradona vidrado no jogo (e mostrando que macho que é macho usa o crachá no pescoço, p$#@).
O Brasil está torto, deslocado. Seja no crachá do Dunga, seja num ataque de uma pessoa só. O Brasil está torto e não foi por conta dos dribles de Messi. Reze pelo impossível e peça que Ricardo Corleoni tome vergonha na cara. Ou correremos o sério risco de ficar de fora da próxima Copa do Mundo. Inesperado, improvável, torto, enfim, mas cada vez mais normal.
PS: De bom tivemos a afirmação do lateral esquerdo da selação. Marcelo, ex-Flu, jogou muito. Teria sido melhor se Ronaldinho não atrapalhasse pela esquerda.
PS 2.: Pode ser que Dunga caia. Isso também seria bom. Mas quem seria o próximo fantoche?
PS 3: Não dá nem prá dizer que a seleção masculina jogou como mocinha, porque se tivesse jogado, tinha vencido.
Hoje é segunda-feira, Cumê, dia de Audioconto! Hoje você vai ouvir um conto do argentino quase cubano que nasceu na Bélgica, Julio Cortázar: Continuidade dos Parques (Final del Juego, 1956), tradução por Marcelo Salgado, aka EU :P
Trata-se de um conto quase fantástico, onde o tema é justamente a narrativa, um texto bastante meta-literário. Quem disse que o Cumê não é cultura?!
Cortázar é de uma geração que criou maravilhas a partir da literatura fantástica, mas não parou por aí. Sua obra, sobretudo o romance O Jogo da Amarelinha (1963) e o conto O Perseguidor (Armas Secretas, 1959), demonstram um gênio literário que superou estilos ou escolas. Da geração (assim como Jorge Luis Borges) que trouxe, durante o século passado, a literatura latino-americana ao nível da européia.
Então curta um pouquinho da genialidade de Cortázar aqui, no Audioconto do Cumê!
Sexta-feira, Cumê! Dia de Playlist! E no nosso quarto programa vocês vão ouvir três músicas de pura energia de mulheres desplugadas.
Para abrir temos a saudosa brasileira Cássia Eller, cantando a faixa catorze de seu Acústico MTV, de 2001: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, uma regravação divertida da canção dos Beatles.
Em seguida, a versão Unplugged MTV da canção Ojos Así, que fecha o álbum de 2000. Um arranjo belíssimo que busca inspiração nos antepassados árabes da colombiana Shakira Mebarak. Atenção para os sons de derbak, uma percussão característica dos povos de lá, uma espécie de tambor árabe.
Por último uma música explosivamente roqueira e ao mesmo tempo sensível como é característico na canadense Alanis Morissette: Uninvited. É a faixa 12 que também fecha o MTV Unplugged Alanis Morissette.
É isso! Comentem, reclamem e sugiram temas para os próximos Playlists do Cumê!
Atendendo a pedidos, o Cumê traz o segundo Mitos da Comédia. Depois de Marcelo Mansfield, hoje trazemos Juca Chaves, o Menestrel do Brasil!
O Juquinha é compositor, músico e humorista carioca, atualmente radicado na Bahia. Ele começou nos anos 50 e sempre foi um crítico político e social. Chegou a ser exilado em Portugal, onde incomodou até o ditador de lá, Salazar.
Há quem diga que seu estilo de fazer rir já está ultrapassado. De fato, é um humor mais elitista, eu diria, mais cadenciado. É preciso ter uma percepção mais aguçada para saborear. Não é um humor de gargalhadas. É um humor mais agudo, de ironias muito interessantes, de riso de canto da boca. Muito famosas foram as suas modinhas, cantadas como trovas, e suas piadas com judeus – ele mesmo um – e com seu protuberante nariz.
Tive a oportunidade de ir a uma apresentação dele no Teatro Procópio Ferreira, creio eu, em 2002. Ao vivo, como quase tudo, é bem melhor. Mas, no aúdio abaixo, dá para ter uma idéia da sua genialidade e do motivo de Juquinha (nascido Jurandyr Czaczkes, em 22 de outubro de 1938) figurar aqui, no Mitos da Comédia.
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