Archive for July, 2008

ELEIÇÃO NERD

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Hoje é dia de votação, cumês! Já estão aí as eleições e é hora de cumprirmos nosso dever cívico. Tanto melhor se for votando no que gostamos, certo?! Nada de carros de jingles políticos enchendo sua paciência e comícios com shows do Latino e do Fabio Jr (irrcaaa)! Neste primeiro VAI LÁ E VOTA! vocês elegerão a melhor atuação como identidade secreta de herói em 2008!

Este ano está recheado de blockbusters de heróis. Tivemos Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Batman: The Dark Knight, Hancock e ainda veremos Hellboy 2 – O Exército Dourado. Grandes produções e filmes fantásticos. Os heróis em si, já transformados, são quase sempre computação gráfica, cgi, maquiagem ou coisa que o valha. A grande novidade – para a nossa alegria – é que as histórias estão mais densas e os personagens mais aprofundados. Com isso, grandes atuações ganharam destaque. Atores caríssimos deram o ar da graça e fizeram um bom trabalho. Escolha aí, amigo, o ator que deu – ôps – mais certo no papel de herói. Escolha a grande identidade secreta – ou quase – de 2008!

 

EDWARD NORTON – BRUCE BANNER/HULK

Ele conquistou definitivamente nossa admiração em Clube da Luta (1999) como o narrador atormentado e violento. Esteve genial também em A Outra História Americana (1998), Dragão Vermelho (seqüência de O Silêncio dos Inocentes, em 2002) e O Ilusionista (2006). E este ano viveu intensamente Bruce Banner, O Incrível Hulk! Sua contribuição na produção não se limitou a atuar. Ele ajudou no roteiro e na produção também. Segundo boatos, Norton foi o responsável direto pelas homenagens feitas à série dos anos 70 (como a participação especial de Lou Ferrigno, o antigo Hulk da série, e a fechada de câmera nos olhos esverdeados de Banner quando está se transformando em Hulk, tomada exatamente igual à da série). Palavra para Norton: INTENSO.

 

CHIRSTIAN BALE – BRUCE WAYNE/BATMAN

Bale era um ator de cinema indepente até estourar como Bruce Wayne em Batman Begins (2005). Devemos dar crédito a ele, pois não se acreditava muito que alguém pudesse desfazer o estrago que havia sido causado pelos Batmans anteriores. Bale veio quase desconhecido e surpreendeu com uma atuação bastante crível, verossímil. Em Batman: The Dark Knight o foco parece estar quase todo no Coringa, é verdade, mas Bale ainda consegue um bom resultado, amparado que está por um bom diretor e coadjuvantes do naipe de Michael Caine, Gary Oldman e Morgan Freeman. Palavra para Bale: REAL.

 

ROBERT DOWNEY JR – TONY STARK/HOMEM DE FERRO

Acho que a primeira vez que vi Robert Downey Jr no cinema foi em O Céu Se Enganou (Chances Are, 1989), uma comédia romântica divertida e dinâmica sobre um cara que morre e reencarna lembrando-se da vida anterior. Sua atuação já cativava o espectador pela autenticidade. Tanto que, três anos depois, ele deu vida a um dos ícones do século passado: Chaplin (1992). Infelizmente para ele e para nós, seu talento não foi totalmente aproveitado devido aos problemas em que se envolveu (drogas, alcoolismo, etc). Mas ao voltar em grande estilo ao circuito de blockbusters com o despojado Tony Stark, Robert mostrou que está a todo vapor. Arrisco dizer que nenhum ator de Hollywood estaria tão pronto e identificado com o personagem como ele. Irônico, por vezes, mas absolutamente carismático. Palavra para Downey Jr: DESPOJADO.

 

WILL SMITH – JOHN HANCOCK/HANCOCK

É chover no molhado dizer que Will Smith é um dos grandes nomes de Hollywood hoje. Alguns dizem, é verdade, que seus personagens são sempre iguais: o cara engraçaralho e desajustado, mas que salva o mundo no final. No entanto, um olhar mais aprofundado vai perceber que há algo além dos heróis que adoramos. Basta ver, por exemplo, o Chris Gardner de À Procura da Felicidade (2006) e o Muhammad Ali de Ali (2001). Mas é justamente nos papéis dinâmicos, engraçados e heróicos que Will se dá melhor. Com Hancock não foi diferente. Segundo o Borbs, do Judão, esse foi um dos melhores filmes de herói de todos os tempos. Talvez não seja para tanto, mas Hancock é um herói diferente, por vezes sacana e muito divertido de se ver. Palavra para Will Smith: SHOWMAN.

 

RON PERLMAN – HELLBOY

De longe o mais experiente dos atores desta eleição, Ron Perlman esteve, por exemplo, em O Nome da Rosa (1986). Mas sua cara não era tão conhecida antes de Hellboy (e com tanta maquiagem permaneceu assim), pois ele está mais acostumado a emprestar a sua voz e interpretação a personagens animados e afins, além de fazer bastante televisão e teatro. Hellboy 2 – O Exército Dourado ainda não estreiou, mas Ron Perlman concorre aqui por já conhecermos seu trabalho desde o primeiro filme, em 2004. Hellboy é um ser demoníaco, mas que com muito bom humor combate todo o tipo de mal. Palavra para Ron Perlman: CARICATO.

 

QUAL A MELHOR ATUAÇÃO COMO IDENTIDADE SECRETA (OU QUASE) DE UM HERÓI EM 2008?
EDWARD NORTON – BRUCE BANNER/HULK
CHRISTIAN BALE – BRUCE WAYNE/BATMAN
ROBERT DOWNEY JR – TONY STARK/HOMEM DE FERRO
RON PERLMAN – HELLBOY
WILL SMITH – JOHN HANCOCK/HANCOCK

 

É isso, amigos. Votem, comentem e sigam os resultados!

 

 

COLUNISTA EM CALÇAS CURTAS

Acabo de ler uma coluna/crítica de um tal de João Pereira Coutinho na página da Folha de São Paulo (Ilustrada). O título do texto é “Adultos em Pijamas” e fala sobre o filme que você e eu acreditamos ser um dos maiores de todos os tempos. Se você é assinante UOL ou da Folha de São Paulo, pode ler o texto na íntegra aqui. Se você não é, não está perdendo nada.

Coutinho disse que assistiu a Batman: The Dark Knight e sua conclusão sobre o filme é: Batman e Coringa não passam de “dementes em pijamas que fugiram de um asilo da cidade”. O próprio título da coluna, “Adultos em Pijamas” remete a isso, mas se você arrancar uma camada dessa cebola vai perceber que ele está sacaneando a nós, inadvertidos amantes desta cultura pop que nos cerca.

Adultos em pijamas, está claro para ele, somos nós.

Coutinho começa o texto falando que nada tem contra os vigilantes. Em seguida, faz uma força incrível para colocar, num texto sobre Batman, os filmes, artistas, diretores e atores clássicos que ele considera “intelectuais”. Fala de Ingmar Bergman, Robert Bresson e Renoir como para marcar bem sua intelectualidade. Depois dá um giro sobre os ídolos pop de outrora, Clint Eastwood e Charles Bronson. Ele chega a perguntar “que será feito de Bronson”! Dá para acreditar que o cara escreve sobre cinema e não sabe que Charles Bronson subiu no telhado?!

 

 

Seguindo sua linha de pensamento (?!), Coutinho racionaliza o herói vigilante. Segundo ele, o herói deve obedecer dois requisitos básicos (só dois?! Robôs que são meros robôs seguem três!): o primeiro é existir somente nas telas e não na vida real (dããã!). O segundo é, mesmo nas telas, não vestir-se com collants, máscaras, capas e etc. Ele morre de rir quando vê “um ator, supostamente adulto e racional, enfiado num pijama colorido e disposto a salvar a humanidade das mãos maléficas de um vilão tão ridículo e tão colorido quanto ele”. Bom, para alguém que não consegue distingüir entre fantasia e realidade, para alguém que não consegue aceitar diferentes formas de manifestação cultural que podem não ser as suas, elitizadas, deve ser realmente muito engraçado ver Batman. Sério deve ser assistir ao mais novo filme iraniano do circuito.

Se você acha que João Pereira Coutinho já avacalhou o bastante, leia esta: para ele são motivo de risada mais desopilante os adultos que acreditam em um super-herói e que isso compensa freqüentes brochadas. Tenho de parafrasear Alottoni: quando li isso MINHA CABEÇA EXPLODIU! Que análise mais tendenciosa, mais estapafúrdia, mais limitada e ultrajante essa. O sujeito se encalacrou no seu mundinho erudito. Está com a cabeça enfiada bem no meio escuro, para não ser vulgar, e vem dizer, traduzindo mais ainda, que nerd é brocha? Faça-me o favor… Estou me segurando para não dizer que antes ser brocha do que morder fronha (para usar um recurso textual que ele usou muito na sua coluna, o de dizer que não vai falar da coisa que está falando).

 

 

E ele continua. Chega a dizer, numa tentativa falha e escrota de ser irônico, que Heath Ledger morreu de overdose porque não agüentou de vergonha depois de ver o resultado de seu Coringa. O cara avacalhou definitivamente nessa. Poderia ter parado lá na questão da “ereção falhada” que já estava nojento o suficiente.

E quem foi que disse que na cabeça dos criadores a oposição “simplória” entre civilização e caos, entre Batman e Coringa, é uma metáfora do mundo pós 9/11?! Coutinho, você foi “simplório” ao entender e, mais ainda, ao escrever isso. Nem precisa se “sujar” muito para pesquisar e descobrir que o Batman já existe desde 1939 e o Coringa, desde 1940.

 

Há muitas formas de se pensar os dois, mas quase nenhuma se liga tão diretamente ao terrorismo niilista de que fala Coutinho. Batman e Coringa são personagens muito bem construídos, antagônicos sim, mas num nível muito mais interno e psicológico, basta que se seja capaz de colocar a cabeça para fora da sua bolha de “erudição” e consiga perceber os vários níveis de significado e as várias possibilidades que outros tipos de cultura podem ter.

 

 Coutinho fecha seu texto dizendo que a narrativa do filme é infantil e incongruente. Que a fantasia já é difícil de engolir como tal, imagine sendo tratada de forma realista como foi em Dark Knight. Ele só se esquece – e para alguém que se diz intelectual e escreve para jornais daqui e da Europa isso é inadmissível – de que mesmo em filmes sobre brasileiros se prostituindo em Portugal, espanhóis traficando cocaína ou indianos sofrendo censura social por escolher com quem se casar, mesmo nestes filmes não se está falando de realidade. Trata-se de ficção. Trata-se, em certa medida, de fantasia também. Seja uma produção mais comercial ou “de arte”. O cinema é isso. É aí que está a mágica.

Coutinho disse que um adulto equilibrado vê em Batman e Coringa dois dementes de pijamas. Eu digo: quem não consegue captar os vários níveis de significado, quem não consegue aceitar diferentes formas de pensar, pode se dizer equilibrado, intelectual e erudito, mas em verdade não passa nem nunca passará de um idiota frustrado.

 

 

Marcelo Salgado

 

Em tempo: João Pereira Coutinho não se intitula crítico de cinema (o que percebemos que realmente não teria capacidade de ser). Há críticos de verdade, muito bons, que são colunistas muito mais conscientes, como Mario Abbade, do Almanaque Virtual.   

AUDIOCONTO #1

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Estamos de volta, cumês! Hoje é dia de estréia no Cumêcamão! Hoje é dia de AUDIOCONTO. Nesta seção que pretendemos levar ao ar toda segunda-feira você poderá ouvir contos consagrados ou não numa produção Cumê!

poe

Começamos com um conto sombrio e fantástico do norte-americano Edgar Allan Poe: O Gato Preto. Como extra você poderá ouvir o que é considerado por muitos seu melhor poema: O Corvo. Vai lá e escuta!

 

Críticas, elogios e comentários em geral serão muito bem vindos!

Até a próxima!

DEFENDENDO JACK BAUER

24h

Como assim defender Jack Bauer? Bauer nunca precisou disso, afinal Bauer não precisa de defesa, a defesa precisa de Jack Bauer. Mas a propósito da visita que mister Sutherland fez ao nosso frágil país, na época da gravação do comercial de uma montadora francesa, muita besteira foi dita e escrita. A maior delas, talvez, tenha sido a de que o seriado 24 horas faz apologia ao método Bush de resolver as coisas. Várias reportagens, incluindo a de uma famosa revista eletrônica de domingo, usaram essa falsa característica da série para ilustrar quem era aquele gringo que admirava o pôr-do-sol de Copacabana.

 

Se há uma coisa que 24 horas não faz é defender a era Bush. Qualquer telespectador que se proponha a acompanhar a série percebe que, ao contrário, há severas críticas à política do governo Bush. Querem exemplos? A ver: de que partido é o presidente mais boa gente da história dos EUA, mister David Palmer? Do partido Democrata, meu amigo. Bush é republicano. Os democratas estão para os republicanos assim como os tucanos estão para os petistas, só que com muito, mas muito mais poder e charme. 

Outro: quem é que está por trás de todo o terrorismo que Jack Bauer enfrenta? Muçulmanos? Colombianos? Não. Americanos, meu amigo. Sim, diferente do que quer pregar Bush, o inimigo não está no reprimido Oriente Médio, mas dentro da América livre. São os mega-boga poderosos e manipuladores donos de petrolíferas e o escambau que arquitetam todos os planos. E não pense você que eles se dão mal no fim, não. Eles não se sujam e acabam sempre escapando, isso quando aparecem.

 

Mais um: na segunda temporada, uma das pessoas que ajudam Jack é um agente do governo de um país do Oriente Médio. O sujeito é discriminado pela CTU inteira e morre tentando salvar seu país de um ataque americano baseado em uma prova falsa. Detalhe: ele é assaltado e morre espancado por cidadãos americanos que percebem em seu rosto traços não ocidentais. Quer crítica mais cruel à era Bush?

 

A favor da teoria de que o seriado é um decalque do modus operandi do governo está o fato de que muitas das situações de risco são resolvidas na base da tortura. De fato, até o próprio presidente David Palmer mandou torturar um integrante do alto escalão federal. Mas quem disse que Bush manda torturar pessoas? Está certo que ele não é lá um anjo de pessoa, mas os casos de tortura que ficaram famosos em seu governo não foram totalmente responsabilidade sua, mas de militares perturbados que, aliás, não são exclusividade americana. E quem não vibrou com nosso heróis nacional, o mothafoca tupiniquim, Capitão Nascimento, fazendo a mesma coisa para o bem comum? Nem Bauer, nem o Capitão ficavam felizes ao recorrer à tortura e suas histórias incluem o drama pessoal de cada um ao enfrentar sua consciência por ter cometido atos inumanos. Serve ou não serve para gerar um debate entre amigos e para aprendermos mais sobre a natureza humana?

 

Em resumo, 24 horas é apenas um seriado, uma obra de ficção. Não tem o interesse de doutrinar ninguém. Tem sim o interesse de ganhar alguns milhões de dólares com entretenimento do bom, ao melhor estilo americano. O dia em que entendermos isso e pararmos de uma vez por todas com intelectualidades inúteis talvez consigamos fazer algo parecido. Enquanto isso, temos de nos contentar com seriados de caminhoneiros, filmes do Didi e novelas do Manoel Carlos.

 

Chloe, por favor, redirecione meu satélite.

 

MITOS DA COMÉDIA #1 – MARCELO MANSFIELD

Na seção HUMOR NA MÃO vocês terão, quase sempre, doses homeopáticas de riso. De vez em quando, vamos reverenciar os bons comediantes deste país. Hoje, no primeiro MITOS DA COMÉDIA, o genial Marcelo Mansfield.

 

MARCELO MANSFIELD

mansfieldMansfield é o nome artístico de Jackson Pacheco. Segundo ele, um nome que não fazia sentido, pois ele não era bom com pandeiros (Jackson) nem dono de imobiliária (Pacheco). Dono de uma longa carreira entre teatro (mais de vinte anos, quatro só no fantástico Terça Insana), televisão (alguém aí lembra da família do Rá-Tim-Bum?), propagandas (centenas delas), etc, Marcelo Mansfield é craque mesmo na comédia direta, no texto criativo e na improvisação. Veja abaixo alguns dos melhores trechos de suas apresentações:

 

 

EU FICO PUTO!

Esse virou o jargão do estressado. Para mim, o seu melhor texto/papel.

 

SEU MERDA

Um esquete aproveitado e, ao mesmo tempo, destruído pelo Zorra Total. É incrível como tinha tanta graça e, depois do Zorra, ficou meio boring.

 

 

PAPO FURADO (com Rafinha Bastos)

Uma análise gramática da entrevista do casal Nardoni ao Fantástico. Hilário.

 

É isso, galera! Nosso salve ao querido Marcelo Mansfield!

Até a próxima!

PLAYLIST #1 – LENINE, CAKE E TRILHA DE WALL-E

Hoje é dia de Playlist no Cumê! Na seção VAI LÁ E OUVE! você encontrará dicas sobre música e afins. É claro que, como de costume, iremos direto ao ponto: só entra o que ouvimos e gostamos. Mas estamos abertos às sugestões dos leitores/ouvintes! Dê sua opnião, deixe uma dica e provavelmente você será citado no próximo Playlist!

LENINE

Pernambucano tocando MPB, sinônimo de chatice? Não para ele. Lenine é o “cangaceiro espacial”, sua música é universal. As batidas modernas nascem de sua forma quase percusionista de tocar violão. Apreciem as instigantes canções abaixo, ambas do álbum Falange Canibal, de 2002 (BMG/Ariola). 

Ecos do Ão – A letra monta um paralelo entre o fonema -ão, existente somente no português, e as características da nossa gente. 

Umbigo – Uma batida empolgante e uma letra ironizando o ego. Participação especial de Ani DiFranco.

 

CAKE

Mais uma banda californiana de rock alternativo, certo? Errado. CAKE (se escreve assim mesmo, em caixa alta) é uma mistura de ritmos e sons com sotaques jazzísticos (sobretudo no trompete de Vince DiFiore), além de letras saborosamente irônicas. John McCrea, voz e guitarra, normalmente pronuncia as palavras sem forçar uma afinação, o que faz sua forma de “cantar” muito peculiar.   

Sheep Go To Heaven (Prolonging The Magic, 1998) – Quem disse que música de corno tem de ser brega. O refrão desta diz “Cabras vão pro inferno/Ovelhas vão pro céu” (na minha tradução da letra o refrão fica invertido, ouça e entenda).

 

No Phone (Pressure Chief, 2004) – Uma canção de alguém de saco cheio que quer ficar sozinho só hoje.

 

TRILHA DE WALL-E

O segundo post deste blog foi sobre a mais recente animação da Disney/Pixar: Wall-E. Pois bem, aqui está uma das canções da elogiadíssima trilha sonora do filme.

 

Down To Earth (Peter Gabriel) – A canção que finaliza esta belíssima animação (e que todo mundo sai assobiando do cinema…).

 

É isso, cumês! Esse foi o primeiro Playlist do VAI LÁ E OUVE! Espero que tenha sido bom para vocês como foi bom para mim relembrar essas canções. Prometo que os próximos playlists serão em um programa só, a la Maestro Billy! Dicas, comentários e sugestões serão muito, mas muito bem vindas mesmo!

Até a próxima!

WHY SO SERIOUS?

batman

Estréia nesta sexta-feira, 18 de julho, o filme mais aguardado do ano: Batman The Dark Knight. Para entrar na onda, confira as mais novas escrotizações do nosso querido Coringa…

 

A venezuelana que acaba de ser eleita Miss Universo-2008, Dayana Mendoza, usando o batom estilo ¿porqué no te callas?

 

miss

 

 

Os gêmeos alemães recém-nascidos, Ryan e Leo, que pretendem formar a mais nova dupla sertaneja de Berlim, Black & White:

 

gemeos

 

Nosso querido próximo comandante do mundo, Obama Maravilha, depois da coligação com a Hilary “Marta Suplicy” Clinton:

 

obama

 

E, para delírio da galera, os nossos mais recentes arqui-inimigos tupiniquins, os bola-da-vez-da-polícia-federal, os Irmãos Metralha Naji, Pitta e Dantas:

 

metralha

 

 

Ok, eles mereceram. Mas chega do Coringa escrotizar os outros. Vamos escrotizar o Coringa também! Então, lá vai:

 

Why So Sirius… Black?

 

 

Why So Beetle… Juice?  

juice

 

Why So Serious… Baby?

 

argh

 

Ai, ai… Zoar com o falecido é sacanagem…

É por essas e outras que eu acredito é em Harvey Dent.

 

Afinal de contas, de duas caras a política tá cheia…

 

Até mais!

IN MEDIA RES

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“… certa manhã, ao acordar de sonhos inquietos, Gregor Samsa viu-se transformado num gigantesco inseto…” (A Metamorfose, Franz Kafka)

 

Esta, meus amigos, é primeira crônica desta seção – Quarta Crônica – e deste blog – o Cumê. Mas não pensem que vou começar do começo. Como diria o velho Horácio, em sua Ars Poetica, o grande lance é agarrar o leitor no meio da coisa.

 

É por isso que esse blog começou do nada no meio de tudo. Estava linkado no Jovem Nerd antes mesmo de existir e “mudou” para o Vilago sem nem ter tido uma casa antes. Até um pré-podcast foi produzido, há muito, totalmente péssimo e, por isso, deletado. Mas, calma, isso ainda está na agenda de conteúdos futuros. Aguarde e confie…

 

Ouça uma canção de Luiz Tatit: O Meio:

 

Acho que a minha vida é pautada por essa mania de começar do meio. Veja, por exemplo, o meu vasto conhecimento de html’s e php’s (*alerta de sarcasmo*). Como desculpa para a tosquice do blog, digo que é justamente essa a intenção: Cumêcamão não tem frescura! É isso, comecei um site/blog sem ter quase nenhum conhecimento sobre o backstage. :P

 

Então estamos aí. Aprendendo a cada postagem. O Cumê já conseguiu dois comentários no seu segundo dia de vida: os amigos Ananias Jr e Bruna The Eldar deram o ar da graça e desejaram boa sorte. Já é uma audiência de começo do meio ou de fim do começo, sei lá.

 

Digo então que este blog estará empenhado em produzir conteúdo instigante, engraçado, inteligente e, quase sempre, inútil, mas, sobretudo, tentará fazer com que você se sinta no meio da coisa. Sinta-se em casa, amigo, que vem muita coisa por aí!

 Até logo!

WALL-E: Um clássico em forma de animação

 

Acho que foi o Juras, do Cinema com Rapadura, que disse: “Kung Fu Panda é diversão, Wall-E é cinema”. Nenhuma frase traduz melhor a diferença entre os dois grandes estúdios de animação: Dreamworks e Pixar, respectivamente. Mas não vamos entrar na discussão de qual estúdio é melhor. Para isso, ouça os Rapaduracast 31 e 53. A idéia aqui é ser direto, então vamos ao foco: Wall-E é um dos melhores filmes desse ano, que é um dos melhores e mais profícuos anos para o cinema de entretenimento. Vai lá e assiste!

 

 

Os caras da Pixar confiaram tanto no taco que arriscaram não colocar nenhum diálogo na primeira metade da animação. Meu cunhadinho de oito anos chegou, nos primeiros minutos, a dizer que estava chato, mas não demorou muito para ele ficar totalmente maravilhado e dar boas gargalhadas com as peripécias do robozinho. Ele teria se divertido mais com Kung Fu Panda? Talvez. Mas é justamente aí que está o brilhantismo de Wall-E: ele é inesquecível, vai marcar a memória, e não precisou de humor galhofa para arebatar a atenção e a emoção da platéia.

 

 

A trilha sonora, então, é de soltar suspiros. Além da trilha propriamente dita, composta por Thomas Newman (filho de Alfred Newman, compositor renomado), canções como Put On Your Sunday Clothes e It Only Takes a Moment, ambas interpretadas por Michael Crawford, contribuem para o clima clássico da animação. Aliás, o filme que o robozinho Wall-E adora é Hello, Dolly, de 1969, cuja direção é de ninguém menos que Gene Kelly, e que é estrelado por Barbra Streisand (sim, aquela é ela!) e nosso eterno, rabugento e saudoso Sr Wilson, Walter Matthau. O filme contava ainda com o próprio Michael Crawford, que interpreta as canções.

Wall-E conta ainda com La vie em Rose, de Edith Piaf, interpretada pelo mágico Louis Armstrong (você pode não reconhece-la pelo nome, mas com certeza já ouviu essa canção), além de Peter Gabriel em Down To Earth, canção que fecha magistralmente o filme. Ou seja, um deleite à parte. O disco com a trilha sonora tem nada menos que 38 canções. Vale à pena!

 

 

O personagem principal, Wall-E (sigla de Waste Allocation Load Lifter Earth-Class, ou Elevador de Detritos Classe Terra) é extremamente fofo, como diria Fabio Yabu. Impossível não ama-lo já nos primeiros minutos de filme. O robozinho tem reações e sentimentos humanos que se amplificam na solidão em que vive. Mesmo a EVA, robô mais moderno a quem Wall-E se apaixona, possui sentimentos perceptíveis, apesar de nenhuma feição. Os criadores foram geniais ao desenhar as linhas tristes dos olhos de Wall-E e ao fazê-lo tremer quando está com medo. Mas não podemos deixar de citar que há, pelo menos, duas fontes em que se tarantinearam inspiraram: E.T. e Johnny 5. Dê uma olhada:

 

E.T., de 1982                          Johnny 5, de Short Circuit, 1986

 

Sobre o enredo do filme podemos dizer que ele consegue ser belo sem ser chato, divertido sem ser galhofa e ecologicamente correto sem ser pedante. Não vou além disso para não perder a graça. Mas fica a dica para uma experiência interessante. Se cogitaram Ratatouille para o Oscar de Melhor Filme, Wall-E não pode ficar de fora. O problema vai ser concorrer com tanta coisa boa lançada esse ano. Quero dizer, boa no sentido nerd da coisa ;)

Um bom filme para voc-Ê!

CUMÊ, O SEU MAIS NOVO BLOG DE CABECEIRA

A IRMANDADE

O Cumêcamão, doravante Cumê, é uma irmandade secreta – ou quase – fundada num churrasco-bregaparty, em Atibaia, no final de 2002. Talvez um pouco antes ou um pouco depois. Mas isso não importa. Aliás, quase nada importa. Até porque, seus membros – ôps – sabem: aqui não se tolera perguntas.

Nosso lema é “vá direto ao ponto”. Seja ele de ônibus, de interrogação ou o G. Vá direto ao ponto. E ponto.

Nascido de um brainstorm esquizofrênico entorpecido por um sono matutino dominical e totalmente influenciado por Edward Norton em “O Clube da Luta”, o Cumê deu o ar de sua graça. Pouco ou nada se soube depois disso. Talvez este protótipo de site venha trazer mais alguma informação ou, quiçá, desvendar algum mistério esquecido no tempo.

 

MANIFESTO

Cumêcamão.

Garfos, facas para peixes, taças para vinhos, água e suco, coisas inúteis. Tudo perfumaria. Cumêcamão é o manifesto do mínimo. Direto ao ponto. Sem intermediação.

Cumêcamão.

Para quê playback se se pode fazer ao vivo? Para quê desfiar a coxa de frango com um talher, se se pode comer com a mão?

Cumêcamão.

Para quê Mercedez e Ferraris? Para quê casas no Alphaville? Para quê?

Para quê 40 empregados para manter uma casa? Para quê seu próprio avião?

Cumêcamão.

Para quê ternos e gravatas? Para quê calor em vão?

Cumêcamão.

 

 

CUMÊCAMÃO (s.m.): Apócope da expressão comer com a mão. Resumo genial sobre como se pode ser mais direto em quase tudo. Estilo de vida objetivo, sem boiolagem, sem frescura.

 

 

Por hoje é só, pessoal. Aguardem mais informações e atrações imperdíveis!

Marcelo Salgado