SOLO #001 – A PRIMEIRA NEVE


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Um andarilho parte rumo a outro lugar, dando as costas ao seu antigo lar, agora destruído, até que algo muda tudo.

Inspirado na música First Snow (Ooah Remix), Emancipator, com ecos de O Livro de Eli e Mad Max.

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Solo é um projeto… solo. Mas não no sentido de sozinho e sim no sentido do formato: uma música, um narrador, uma história. Se você quiser participar, é só enviar para cumecamao@gmail.com a sua produção. Passando no nosso controle de qualidade e não ferindo qualquer lei, publicaremos aqui. :)

A #cpbr4 É APENAS UM DETALHE

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Campus Party. A Meca dos nerds, geeks, e adictos por tecnologia, internet, games e o que mais encalacre o usuário na frente de um computador, certo? Nem tanto. Na verdade, é justamente por não ser essa a definição mais correta que o evento Campus Party, mesmo com os graves problemas de organização, ainda atrai tanta gente. Mas eu falo disso daqui a pouco.

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Nessa quarta-feira ouvi numa grande rádio de São Paulo, no final de tarde, um chiste infeliz feito pela âncora do programa sobre a #cpbr4. Não vou citar a rádio, tampouco a âncora, porque a considero a melhor rádio de São Paulo e o programa, um dos melhores da programação. Acredito realmente que coisas boas são mais fortes do que coisas ruins.

Mas voltando ao assunto, essa âncora noticiava os vários casos de falta de energia e de internet na #cpbr4 e concluiu com o seguinte comentário: “como aquele povo vai fazer para conversar com o cara ao lado sem internet?”.

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Não vou explicar a piada, mas a frase gera uma discussão maior do que a ironia nela contida e maior, claro, do que a âncora da rádio jamais saberá. Por que nerds ainda sofrem preconceito, mesmo estando agora por cima da carne seca? E mais, por que mídias mais tradicionais continuam a propagar idéias antiquadas e tão limitadas?

Pesquisadores do campo de teoria das redes já afirmam que as redes sociais e a tecnologia que permite plataformas cada vez mais amigáveis, eficientes e úteis estão transformando o ser humano. E em vez de encarcerá-lo à frente de um computador, sozinho, estão tornando-o cada vez mais social. Você está ligado a cada vez mais pessoas e não é só um perfil seguindo o outro no Facebook ou no Twitter não, é uma troca real, de experiências, recomendações, informações, promoções, etc. Você faz isso muito mais do que fazia antigamente. Você é hipersocial.

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E essa troca não fica só on line. Vira flashmobs, vira encontros para assistir a um filme no IMAX, vira noivado, vira pizzada com os amigos, enfim, vira Campus Party. Isso é Campus Party. Não é uma concentração de nerds babando em frente aos seus computadores mega pontentes. É o encontro de pessoas. É hipersocial.

E é por isso que mesmo com os reiterados esforços da organização geral do evento no sentido de estragar tudo – embora as curadorias locais, como a do Palco Social Media, tenham mandado bem! –, ainda assim fazemos essa coisa acontecer. E gostamos. Reclamamos, mas gostamos. Mesmo que os funcionários sejam totalmente despreparados, mesmo que a estrutura seja absurdamente incompatível com o volume de pessoas (saídas principais, saídas de emergência, ventiladores, praça de alimentação, entre outras coisas foram propositalmente subestimados), mesmo com todo o desrespeito que 8 horas de fila para credenciamento e reiteradas faltas de internet (é um evento de quê mesmo?!) e de energia (como assim compraram geradores depois da m…), estamos adorando esse negócio que chamamos de #cpbr4, mas que não é só isso. É algo maior, muito mais humano, muito mais social.

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As conexões que fazemos e que reforçamos estão cada vez mais densas e conexões mais densas, já diriam Augusto de Franco e Nicholas Christakis, formam redes mais fortes. É isso que estamos criando. Algo que diverte, dissemina o bem e a cooperação. O resto é apenas um detalhe.

Fotos: Isabela Cabral e Gustavo Guanabara

PODCUMÊ #35 – DROPS 5

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Feliz 2011, Cumês! Estamos de volta e vamos direto ao ponto: esse é o quinto programa da nossa série de drops. Os drops vêm nos programas múltiplos de sete e contém trechos cortados dos seis programas anteriores, uma espécie de making off do PodCumê. Cenas hilariantes dos programas com Jaum Godoy, Mestre Chaplin e Sr Freud, do Negação Lógica, Wagner Brito, Ricardo Ferro, Leo Lopes e Eduardo Moreira.

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Marcelo Salgado, Isabela Cabral e T3chm4n conversam um pouco mais com nossos queridos amigos acima e descobrem onde passa pamonha de morto, quem são os Jacobinhos, o que é quem estuda para o Enem, quem perdeu a inocência vendo novelas da Globo e, finalmente, se perguntam: se o He-Man é Ele-Homem, o que seria a Ela-Rá?!

Ouçam, comentem e nos digam o que acham dos programas drops.

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E-MAIL: cumecamao@gmail.com

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RE-CUMENDO

Programa do Jaum

Negação Lógica

Blablaísmo e Radioblá

Ferrodesign

Radiofobia

Target HD e Spinoff

SOS Hollywood

PodCumê #15 – Entrevista com Fábio Barreto

Vídeo do @nerdanderthal

Nirvana + Rick Astley

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PODCUMÊ #34 – POP 80’s

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Estamos de volta, amigos Cumês! Estivemos esse tempo todo perdidos nos anos 80 depois que nossa cabine telefônica do tempo quebrou por lá. Muitas saudades de vocês e muita vontade de falar besteiras nos moveram de volta no tempo diretamente para cá!

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Marcelo Salgado, Isabela Cabral T3chm4n têm o prazer de receber nossos amigos oitentistas Eduardo Moreira, do Target HD e do Spinoff, e Leo Lopes, do Radiofobia, para falar sobre a música pop dos anos 80. Nesse programa relembre clássicos e trashs daquela época, descubra quem já foi ao show dos Menudos, quem já dançou Thriller com máscara de lobo, quem poderia ser pai da Isabela, para quê serviam as ombreiras, por que a Madonna e não a Cindy Lauper, qual foi o Watergate da música e, finalmente, por que a culpa é toda das POLAINAS!

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Esse é mais um programa da nossa série sobre música, que já teve Jazz, Grunge e Acústicos.

Ouça, comente, like it, tweet it!

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UPDATE: ASSINE O NOVO FEED DO PODCUMÊ

http://cumecamao.com.br/category/podcume/feed/

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RECUMENDO

Target HD

Spinoff

Radiofobia

App do Cumê – OviStore (agradecimentos ao Tambortrasing)

Rapaduracast e Nerdcast sobre MJ

RickRoll’D – Rick Astley

Money for Nothing – Dire Straits

Milli Vanilli – Vídeo do playback #fail

PODCUMÊ #33 – MAIS POLÍTICA, FERRO E BLÁ!

Você nos conhece!

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Voltamos para mais um papo polêmico sobre política, dessa vez comentando os e-mails e cumentários de vocês com a ajuda dos megapolitizados amigos Ricardo Ferro (o @ferrodesign) e Wagner Brito (o @wag). Além disso, aproveitamos um bloco inteiro com Mestre Chaplin (o @mestrechaplin) e Sr Freud (o @calmeto), que havia ficado de fora por pura falta de tempo. E tem Isabela Cabral (a @isabelacabral) num recadinho rápido. Eu sou Marcelo Salgado (o @marcelosalgado) e peço que você escute isso tudo antes de votar!

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Nesse programa falamos mais sobre a tiririquização da política, sobre a polarização PT x PSDB e sobre as alternativas. Descubra quem já fez una revelación, quem é o Mandela brasileiro, tente explicar em poucas palavras de onde vieram direita e esquerda e saiba quem já fez parte de uma facção e hoje só deve nas Casas Bahia.

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Dê uma boa dedada na urna para não levar de volta quatro anos de dedadas depois!

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E-MAIL

cumecamao@gmail.com

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RECUMENDO

RICARDO FERRO DESIGN

BLABLAÍSMO

NEGAÇÃO LÓGICA

VÍDEO TIRIRICA ANALFABETO

DEBATE MULHER-PÊRA, JUCA CHAVES, BATORÉ E RONALDO ÉSPER

EXTRATO PARLAMENTAR

CAVERNACAST 11 – Séries vs Filmes

DEXTER’S MIND

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PODCUMÊ #32 – CAMÃO NA URNA LÓGICA

Melhor do que tá, sempre pode ficá!

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Brasileiros e brasileiras, cumprindo com nosso dever cívico, estamos aqui para prometer a vocês um programa com mais educação, mais segurança, mais saúde e humor! 8D

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Como parte da classe política, estamos de sacanagem! Ou não! Convidamos a turma consciente e divertida do Negação Lógica para falar do tema que já domina as mesas de tv e de bar: a política!

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Marcelo Salgado, Isabela Cabral, T3chm4n, Mestre Chaplin e Sr Freud (clique nos nomes para seguir os participantes no Twitter) conversam sobre como gostam ou não de política, sobre os candidatos bizarros e famosos falidos e sobre o futuro dessa nação que chamamos de Brasil.

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Neste programa você fica sabendo quem foi lulete desde criancinha, como tirar uma carteira de votorista, divaga sobre o que é um bicho-grilo e descobre qual o partido do Curupira, quem já humilhou o Tiririca, qual o grau de instrução da Mulher-Pêra, quem será o candidato dos blogueiros e quem é o Profeta de Belas Palavras do Negação.

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E diga-nos se você votaria no Pirulito do Amor.

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RECUMENDO

NEGAÇÃO LÓGICA

SA CAST – PRÊMIO SERIEDADE ANÔNIMA

FALA SÉRIE #80 – TRUE BLOOD 1ª Temporada

SPIN OFF – EMMY AWARDS 2010

CAVERNACAST #9 – PODOSFERA

RADIOFOBIA

BLOG ERRO 500 (lista de candidatos bizarros)

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INSTRUÇÕES

Clique no “play” mais abaixo ou em “download” (com o botão direito do mouse, depois em “salvar destino como”)

[CINE CAMÃO] Karatê Kid (The Karate Kid, 2010)

Todo mundo odeia Justin Bieber. Exceto suas milhões de fãs, claro. Seria, então, perigoso do ponto de vista da crítica terminar um filme com uma música do prodígio mirim. Não para Karate Kid (The Karate Kid, 2010), um filme encantador, cheio de qualidades e, principalmente, coerente.

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Todo mundo odeia Justin Bieber. Exceto suas milhões de fãs, claro. Seria, então, perigoso do ponto de vista da crítica terminar um filme com uma música do prodígio mirim. Não para Karate Kid (The Karate Kid, 2010), um filme encantador, cheio de qualidades e, principalmente, coerente.

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Comecemos pelos atores. Jaden Smith parece ter feito um curso de imersão com o pai. Incrível como até suas expressões corporais e faciais são idênticas. Não que isso seja ruim. Será se ao ganhar idade e maturidade ele não adquirir uma desenvoltura própria. Mas para um ator da idade dele, é o que é necessário e suficiente. Ele convence.

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Jackie Chan me surpreendeu. Nunca dei crédito a ele e sempre desprezei seus filmes, embora respeite sua habilidade acrobática e a inovação que ele imprimiu ao cinema de artes marciais, criando uma característica bastante autoral das cenas. Por conta desse meu preconceito e pela memória emocional que tenho de Pat Morita, confesso que me incomodava muito a idéia de ver Jackie Chan como o mentor da jornada. Mea culpa. Jackie Chan me fez chorar. O drama e a seriedade que ele impôs à história – sempre guardando as devidas proporções – elevaram o nível do filme, que deixou de ser só um blockbuster.

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E o que falar das citações? É engraçado notar a globalização ampliando conceitos. A mudança de ambiente que tanto incomodava Daniel-san era somente de New Jersey para a Califórnia. Agora é dos EUA para a China. Dre vira sho-Dre, assim como Larusso vira san. O golpe da garça aparece em uma sombra e é inteligentemente repensado, de acordo com as simbologias chinesas (ok, quem assistiu ao filme matou qual seria o golpe, na cena da torre, mas isso não elimina a boa sacada). Alguns diálogos remeteram diretamente ao filme, sem copiar as cenas: logo no início, sho-Dre diz que para não o chamarem de medroso. Encerar ou pintar a cerca viraram um genial “pega-casaco-pendura-casaco”.

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Pequenos problemas, como o ritmo inicial, que demora a engatar, e a duração, cansativa para crianças menores, não atrapalharam o filme. Nem mesmo a atuação a la mãe do Chris, de Taraji P. Henson, copiando o estereótipo da negra americana, diminuiu a película. Talvez pudesse ser desenvolvida um tanto mais a amizade do amiguinho loiro, que some a certa altura ou ficasse melhor um pouco mais de segurança ao mestre Han (Sr Miyagi jamais baixava a cabeça). Nada mais.

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Em resumo vi um grande remake, coerente com os novos padrões da nossa sociedade, 26 anos depois. Vi um garoto de 12 anos se apaixonar, beijar e lutar, hoje não é mais tão cedo. Vi muito respeito à cultura chinesa, embora um ou outro americanismo ficasse evidente.  Vi uma boa jornada sendo contada novamente e me emocionei com a superação do herói e do mentor. Vi um filme em extrema sintonia com o público, assim como o Karate Kid de 1984. E o Justin Bieber? Tocou somente nos créditos finais e estava numa roupagem interessante, melhorada por Jay-Z, completamente pertinente num filme cujo protagonista tem doze anos. Eu só não entendi a chinesinha dançando Lady Gaga no parque.

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HUMMM, VALE À PENA

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PODCUME #31 – AS NOVAS AVENTURAS DE JAUM-MAN

Que que há, velhinho?

Voltamos com a segunda parte do papo sobre desenhos antigos e novos, bons e bizarros, inesquecíveis e memoráveis, com nosso querido amigo Jaum Godoy, do Programa do Jaum.

Marcelo Salgado, Isabela Cabral, T3chm4n e Jaum Godoy agora apontam os desenhos bizarros e os desenhos novos que valem à pena, num podcast divertidíssimo e edificante. Relembre clássicos como Bill e Ted, A Pedra dos Sonhos, Ursinhos Carinhosos, Caverna do Dragão, Cavalo de Fogo, Família Adams, Capitão Planeta, entre outros, além de desenhos mais recentes como Pokemón, Cavaleiros do Zodíaco, Powerpuff Girls, Padrinhos Mágicos, Bob Esponja, Laboratório de Dexter, Simpsons, Os Oblongs, Hey Arnold, Os Pinguins de Madagascar, Clone Wars, Jimmy Neutron, etc.

Nesse programa, descubra que desenhos podem ser bizarros para uns e bons para outros, quem eram os sonhonhocas e os trolhas, de onde veio o peixe-cão do Spacefox, a existência do Kame Hame Ha Carinhoso, qual a origem das mulheres-fruta, que participante deste cast já almoçou com a Mulher Melancia, qua o teletubbie é o mais macho, quem seria Johnny Depp num Cavalo de Fogo de Tim Burton, onde foi parar a mão do Capitão Gancho, e pergunte-se: seriam os Teletubbies os Ursinhos Carinhosos LiveAction?!

Plus: testemunhe o nascimento de um personagem mítico: a Égua de Água.

RE-CUMENDO

Programa do Jaum e Fala, Jaum

Rádio Animix

SA Cast – Seriedade Anônima

SA Cast – SA Games

Rock 30

Dimensão Nerd #100

Blog TenTenPremiou o nosso ouvinto @Almightypro com o livro O Mundo de Sofia

[CINE CAMÃO] A Origem (Inception, 2010)

“Ninfa, doce amiga, fantasia inquieta e fértil, tu me salvaste de uma ruim peça com um sonho original, substituíste-me o tédio por um pesadelo: foi um bom negócio. Um bom negócio e uma grave lição: provaste-me ainda uma vez que o melhor drama está no espectador e não no palco.” (A Chinela Turca, Machado de Assis)

A Origem (Inception, 2010) não traz idéias novas. Sempre esteve tudo aí. E há algum tempo. Machado de Assis, ao ocaso do século XIX, contou uma história rápida e cheia de signos chamada A Chinela Turca (na coletânea de contos Papéis Avulsos). Nela, o Bacharel Duarte, que planeja ir até o baile encontrar sua pretendida Cecília, recebe a visita de um major, um importante achegado, que veio lhe mostrar e ler o romance que acabara de produzir. Duarte percebe que seus planos de ver Cecília estão indo por água abaixo, pois socialmente não pode recusar a visita do major. O major, aparentemente depois de ler o romance, fecha-o e sai, furioso, do escritório de Duarte, que recebe instantaneamente nova visita, dessa vez de supostos policiais, que o acusam de roubar uma valiosa chinela turca. Duarte embarca numa aventura perigosa que vai terminar ciclicamente e eu já contei demais. Contar o final de uma boa história, mesmo tendo cento e tantos anos, ainda pode ser spoiler.

Julio Cortázar, eu duas de suas obras primas, também questiona alguns conceitos de tempo e sonho. O Perseguidor e Continuidade dos Parques são inquietantes, tanto quanto as boas obras fantásticas do início do século passado. Aliás, era uma prática comum aos escritores dessa época, sobretudo aos hispanoamericanos, acordar propositalmente no meio da madrugada para tentar captar um sonho e escrevê-lo. Um truque.

Mas essa resenha é sobre A Origem, não? É. E certamente é o melhor filme de 2010 e um dos meus top 20. Christopher Nolan, que concebeu o roteiro e vem acertando a cada obra que produz, merece um Oscar. Ele conseguiu algo que é dado a poucos: convergir mainstream e underground. A Origem não é um filme fácil, mas não é um filme cabeça. É os dois. Se por um lado temos de DiCaprio, um superstar (que vem consolidando sua capacidade e seu talento a cada escolha acertada que faz), por outro temos a enigmática Marion Cotillard (que mereceu e levou um Oscar, um Globo de Ouro e um Bafta por Édith Piaf – Um hino ao amor). Se numa camada temos uma história linear de ação, noutra temos a subversão da lógica racional (ainda presa à lógica racional, mas isso é outra discussão). Se por um lado temos 148 minutos de filme, por outro há, ao mesmo tempo, uma sensação de que se viu muito em pouco tempo.

Como o músico do conto de Cortázar e o personagem vivido pelo ótimo Gordon-Levitt, sentimos que o tempo passa mais devagar no inconsciente. Como o leitor de Continuidade dos Parques e Dom “DiCaprio” Cobb, não sabemos se aqui é o real. Nesse sentido, A Origem foi além de Matrix. A dúvida, já nos mostra Capitu, é a melhor saída. Curiosamente, em todas as obras que citei aqui, a constante sempre é a capacidade sensorial. Em Cortázar e Machado de Assis temos poltronas de veludo. No filme de Nolan temos carpetes, chuvas e totens.

Perfeição técnica, trilha mais uma vez espetacular do mestre Hans Zimmer, hiperlinks nos nomes dos personagens, atuações milimétricas, easter eggs, tudo isso fez A Origem acontecer. Um filme fantástico em todos os sentidos, imperdível, que deve ser visto nos cinemas e comprado em blu-ray. E, em tempos de 3D, vale lembrar que Nolan recusou usar a tecnologia, para não “distrair-nos da história”. Uma história que não é nova, é verdade, mas o que é novo para o nosso imaginário? Tudo é sabido, sempre esteve lá. A diferença está na arquitetura, na Ariadne que cada autor incorpora para matar o Minotauro. Todas as histórias estão no nosso inconsciente, escondidas, em algum nível quase inacessível. Quase.

HUMMM… PODCUMÊ

PODCUMÊ #30 – JAUM-MAN E OS CUMÊCAZÓIDES

É o lobo! É o lobo!

Estamos de volta e viemos de um longo tempo atrás para relembrar os desenhos antigos que nos divertiram, nos emocionaram e nos ensinaram simplesmente como é complexa a vida! Pegaram a antítese?!

Marcelo Salgado, Isabela Cabral e T3chm4n têm o prazer de receber o genial e carismático amigo Jaum Godoy, do Programa do Jaum e do Fala, Jaum, para falar dos desenhos animados de nossas infâncias. Muita nostalgia, musiquinhas e piadas de bom gosto neste programa repleto de carinho… Ui, esse urso é carinhooooso…

Descubra quem tinha o boneco do Melocoton, quem nutria um amor platônico por Mara Maravilha, quem era um alce, quem era o Glommer e quem atravessava o portal para o Digimundo. Saiba que o Doug da Disney já está na puberdade, diga sem pudor o nome da filha lésbica de Darkwing Duck e reviva o Gonzo que está em você. Uêpa!

To be continued…

PROMOÇÃO

Cortesia de AleJonny, do blog Ten Ten, sortearemos um exemplar do livro O Mundo de Sofia entre aqueles que retuitarem a frase abaixo:

Ouça o PodCumê #30, http://migre.me/XxQi, RT essa frase e concorra ao livro O Mundo de Sofia (cortesia de @AleJohnny)!

Promoção válida até 26/07, 23h59.

RE-CUMENDO

PROGRAMA DO JAUM

FALA, JAUM

SOS CAST 16

MENINA DOUG FUNNY

RAPADURACAST 187

NERDCAST 81

HE-MAN INDIANO

TEN TEN – Blog do AleJohnny



DVDs - Submarino.com.br